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Em novo protesto, PM joga bombas em manifestantes

por Piero Locatelli — publicado 07/06/2013 21h46, última modificação 14/04/2014 11h41
São Paulo: manifestação seguia pacificamente até Força Tática desocupar a Marginal Pinheiros com bombas de gás lacrimogêneo
Piero Locatelli/CartaCapital
Protesto contra tarifa

Manifestantes seguram faixa em frente a policiais no largo da Batata

Na segunda manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, a Polícia Militar entrou novamente em conflito com os participantes do ato nesta sexta-feira 7. No dia anterior, manifestantes e policiais já haviam se confrontado, num incidente que deixou quinze presos.

"A luta continuou a noite inteira. E hoje, para mostrar que a gente não tem medo, a gente não vai parar,” anunciou um manifestante no megafone, com as falas repetidas pelos outros presentes, no início do ato. Eles saíram do Largo da Batata, na zona oeste da cidade, e foram até a Marginal Pinheiros. Nela, a Força Tática jogou bombas de gás lacrimogêneo sobre aqueles que ocupavam a via de forma pacífica, fazendo-os se retirar na direção da rodovia Castelo Branco.

Posteriormente, foram recebidos com mais bombas ao sair da via e se aproximar da  praça Panamericana. Eles tiveram que desviar seu caminho e seguir por ruas menores, terminando o protesto no mesmo local onde haviam começado . Segundo reportagem do portal UOL, uma fotógrafa foi ferida por estilhaços das bombas.

Capitão Mário, comandante da Polícia Militar, disse à reportagem que não sabia os motivos das bombas de efeito moral, mas “achava” que seria para dispersá-los da marginal. Ele também falou que havia uma ordem do governador Geraldo Alckmin para não ocupar a avenida Brigadeiro Faria Lima. Militantes do Movimento Passe Livre, organizador do protesto, encerraram a passeata chamando um novo ato para a próxima terça-feira 7, na avenida Paulista.

Após eles encerrarem a manifestação, algumas pessoas tentaram acessar a estação Faria Lima do metrô, onde entraram em confronto com a Polícia, que fechava as portas da estação,  e vidros foram quebrados.

Os protestos ocorrem após a prefeitura e o governo do estado aumentarem as passagens de três reais para três reais e vinte centavos no dia 1º deste mês. O movimento promete manter os protestos enquanto a tarifa não for revista.