Sociedade

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É permitido proibir

por Carlos Leonam e Ana Maria Badaró — publicado 27/11/2009 18h42, última modificação 20/09/2010 18h49
Este será o verão do quê no balneário sebastianístico? As escolhas temáticas avizinham-se muitas. Pode ser esta a season da proibição, para bem ou para o mal.

Este será o verão do quê no balneário sebastianístico? As escolhas temáticas avizinham-se muitas. Pode ser esta a season da proibição, para bem ou para o mal. Por aqui, já é proibido fumar que nem em Sampa, Nova York e outras grandes metrópoles. A calçada é a serventia da rua para os renitentes tabagistas. Com seus prós e contras, a medida dá up grade à cidade.

O Rio está se esforçando para deixar a decadência em que mergulhou há anos por vários motivos. Perdeu para Brasília a sede do Governo Federal, a Guanabara virou Estado do Rio e desgovernos sucessivos resolveram optar pela degradação urbana, em nome da democratização, deixando proliferar o caos. Acharam os governadores e alcaides que o relevo e o mar salvariam tudo. Estes acabaram igualmente vitimados pela desordem.

Já dizia vovó, que a beleza vem de dentro. Isso, ó, há quanto tempo. A descida ladeira abaixo foi lenta e gradual, dando a medida da esperança dos cariocas de que o declive se transforme numa trajetória em aclive.

Por um dia foi proibido tomar água de coco no próprio coco, nas areias das praias, pelo menos as da Zona Sul. Será que no piscinão de Ramos a proibição iria vingar?

Ante a repercussão negativa , o prefeito Paes deu uma ré estratégicae mandou que o coco voltasse às areias escaldantes. Não sem antes conclamar aos co-cidadãos que sejam menos ‘porcalhões’. E promete deixa a Cidade bem suja, num dia que não será anunciado, para o carioca ver como ele no fundo é um Sujismundo. Com razão, o prefeito fica a dever lixeiras decentes e cinzeiros públicos, que rua não lugar para bituca de cigarro, no mínimo.

Então, o coco na praia está na paz. E esperemos para ver se as outras proibições, especialmente na praia, que constam da cartilha do tal choque de ordem, serão respeitadas ou cumpridas. Há um folclore que o próprio carioca curte alimentar que é um certo desafeto às leis. A afirmativa é tão falsa quanto a de que aqui não se trabalha, vai-se à praia.

Deveriam proibir também os apagões. Agora a onda é apagão local ou os mini-apagões. Na semana passada o blecaute que atingiu determinados bairros em toda a cidade durou 23 horas. Entre as justificativas da Light estão a de sobrecarga em função das altas temperaturas, que como todos estão carecas de saber são sazonais.

Bem feito. É o que dá aumentar o número de aparelhos de ar condicionado nas moradias de todos os níveis sociais (a espera hoje é de 15 dias nas lojas de varejo) sem a Light, no Rio, investir proporcionalmente ao aumento da demanda. Só falta proibir ligar o ar, ou fazer rodízio quem nem no trânsito de São Paulo. Melhor seria proibir mesmo calor de 40 graus.

O esperma do coco A água maravilhosa, revigorante e cheia de potássio, ótima para a saúde, nada mais é do que o endoesperma do coco, rico em substâncias nutritivas e que envolve os embriões nas sementes. Por ser fibroso e ter a casca impermeável, o coco pode flutuar na água por muito tempo sem se deteriorar.
Isso permitiu a disseminação da espécie em regiões de vários continentes. Será que o coco já foi usado como forma de comunicação dos náufragos assim como as garrafas?

A cor nude Algo entre o branco e o bege, que desde a primavera bate às portas do verão. A cor, significando “nu” é chique tanto para roupas, acessórios e maquiagem. Note os bocões ‘apagados’ na mulherada. A ideia é passar a ideia de não maquiagem ou batom.

Mas não entre numa loja sem saber exatamente o que você quer, porque a vendedora tanto vai sugerir um nude quanto um rosa chiclete. Este tom mais que cítrico só é descritível para quem mascava Ping-Pong tutifruti. O mesmo para os batons. As consultoras dirão que o nude é o que há, mas que o boca vermelha e laranja voltam com força total. Moda não foi feita para ser entendida.