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Sociedade

Protestos em SP

É fácil tomar decisões populistas, diz Haddad

por Agência Brasil publicado 19/06/2013 13h40
O prefeito de SP chamou os atos da véspera de "atrocidades" e disse que "a coisa mais fácil do mundo é agradar no curto prazo"
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ferando Haddad

Em reunião com o Movimento Passe Livre, o prefeito Fernando Haddad disse que a revogação do aumento das tarifas do transporte público tiraria recursos de áreas vitais como saúde e educação

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, concedeu entrevista coletiva nesta manhã para se posicionar a respeito das recentes manifestações na maior cidade brasileira. Segundo ele, a prefeitura tem se esforçado e está colocando 600 milhões de reais no subsídio ao ônibus para manter o preço. O prefeito ainda lembrou que a gestão municipal segurou a tarifa de 3 reais até julho para evitar sobrecarga sobre os paulistanos.

Haddad disse aos jornalistas que terá uma reunião com os representantes do Movimento Passe Livre até sexta-feira para definir um encaminhamento para o valor da passagem. "A coisa mais fácil do mundo é agradar no curto prazo, tomar decisões populistas", disse. Segundo o prefeito, é preciso ponderar sobre o que pode ser feito para, no longo prazo, garantir o preço da passagem.

Na sua opinião, o trabalho para reduzir o valor da passagem passa por uma política de desoneração tributária e pelos investimento nos serviços. "Para diminuirmos a passagem, ou corta em outras áreas ou avançamos na desoneração", disse. Segundo ele, no debate com a presidenta Dilma Rousseff no aeroporto de Guarulhos, a conversa  girou em torno das possíveis mudanças tributárias e sobre as obras do PAC Mobilidade Urbana.

O prefeito reforçou que para manter o preço da passagem congelado seria necessário um subsídio de 1,6 bilhão de reais neste ano até 2,7 bilhões de reais em 2016. Segundo ele, a tarifa zero representaria um comprometimento de 7% no orçamento municipal.

Segundo ele, os ataques à sede da prefeitura ontem "foram atos de vandalismo" e precisam ser punidos com severidade. "Eu penso que gestos como o de ontem não contribuem para o desenvolvimento da cidade. O que aconteceu aqui foi atrocidade contra a cidade, contra a Prefeitura, Theatro Municipal e sede do governo", afirmou Haddad.


*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil