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Tragédia

O maior desastre natural da história do País

por Redação Carta Capital — publicado 13/01/2011 10h54, última modificação 14/01/2011 11h29
Número de mortos passa de 500. Milhares foram desalojados, outros tantos tiveram suas casas destruídas. Saiba como ajudar.

[Atualizado às 9h45]

Na maior tragédia causada pelas chuvas da história do País, morreram, ao menos, 500 pessoas na região serrana do Rio de Janeiro. Mas muitos mais ainda estão sendo descobertos sob montanhas de barro e escombros. Pelo menos 6 mil pessoas perderam suas casas e mais de 8 mil tiveram que deixar suas moradias.

O governo federal liberou 780 milhões de reais para recuperação das áreas atingidas e o saque de FGTS para moradores em cidades em estado de calamidade

A presidenta Dilma Rousseff, acompanhada de vários ministros, pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Demerval Barbosa Moreira Neto, ecaminhou por algumas áreas de Nova Friburgo e conversou com moradores.

Após a visita, Dilma voltou à capital e concedeu uma entrevista coletiva ao lado do governador, no Palácio Guanabara. A presidenta prometeu ações firmes na reconstrução das áreas atingidas. Ela afirmou que "o momento de reconstrução será também de prevenção" e prometeu liberar recursos com menos burocracia possível. Dilma declarou ainda que "a prevenção não é uma questão de Defesa Civil apenas, é uma questão de saneamento, drenagem e política habitacional de governo" e que "a moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a exceção".

A Força Nacional de Segurança, vinculada ao Ministério da Justiça, mandou seus homens ao Rio e deve ficar em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, por tempo indeterminado, para ajudar nos resgates de vítimas.

No efetivo da Força Nacional, há bombeiros militares treinados para ações de resgate, policiais militares e peritos especializados na identificação de corpos. Junto com os homens, o Ministério enviará equipamentos de socorro e helicópteros.

Do dinheiro liberado pelo governo para o Rio de Janeiro e São Paulo, 700 milhões são para a área de defesa civil do Ministério da Integração Nacional e R$ 80 milhões ao Ministério dos Transportes, para recuperação de pontes e estradas.

Medidas urgentes – O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou em entrevista coletiva que os trabalhadores que moram em cidades reconhecidas pelo Ministério da Integração Nacional como em estado de calamidade pública poderão sacar o valor equivalente a até dez salários mínimos da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O valor atual é de R$ 4.650, que poderá ser elevado para R$ 5.400.

Lupi afirmou ainda que os trabalhadores dessas cidades poderão receber por mais dois meses o pagamento do seguro-desemprego.

Ajuda – Equipes de voluntários pedem prioritariamente colchonetes, cobertores, fraldas descartáveis, materiais de limpeza e higiene pessoal.

Em Teresópolis, onde o número de desabrigados pode passar de 2,8 mil, as doações podem ser levadas ao Ginásio Esportivo Pedro Jahara, no centro.

Doações em dinheiro devem ser feitas através do Banco do Brasil. A agência é 0741-2 e a conta corrente, 110000-9.

O município também pede a doação de gelo, recipientes como bandejas e tabuleiros, termômetros e luvas descartáveis. No bairro Caleme, um dos mais atingidos, solicitam apoio de voluntários com lanternas. Quem tiver equipamentos como motosserras também pode ajudar.

Em Petrópolis, onde cerca de mil pessoas estão desabrigadas, a prefeitura prefere doações de água, roupa de cama e banho. Os materiais podem ser entregues na Secretaria de Trabalho e Assistência Social, no centro. No distrito de Itaipava, as doações podem ser feitas no Centro de Cidadania.

Na capital e em outros pontos dos estados, os materiais podem ser entregues em 25 postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas estradas e nos Batalhões da Polícia Militar. O Grupo Pão de açúcar também receberá donativos em 100 lojas da rede até o dia 26 de janeiro.

A Cruz Vermelha e organização não governamental Viva Rio também iniciaram uma campanha para ajudar a região serrana.

As doações podem ser feitas nas sedes das instituições. A Cruz Vermelha fica na Praça Cruz Vermelha, no centro do Rio, e a Viva Rio, na Rua do Russel, na Glória.

Com informações da Agência Brasil

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