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Cuzco: Capital arqueológica das Américas

por Rota Inca — publicado 29/07/2010 16h55, última modificação 29/07/2010 16h55
A passagem da rota por Cuzco, um dos principais pontos turísticos da América do Sul

A cidade de Cuzco, no sul do Perú, é um dos principais pontos turísticos da América do Sul. Ali estabeleceu-se Manco Cápac, o primeiro Inca, e seus seguidores. Conta a história que vinham refugiados desde Tihuanaco, uma desenvolvida civilização que habitava onde hoje é a Bolívia que desapareceu repentinamente após ataques de outras tribos. A mitologia diz que Manco Cápac e sua irmã Mama Oclla foram criados na Ilha do Sol, no Lago Titicaca, por Tayta Inti (Deus Sol) predestinados a buscar uma terra prometida. O Inca levava um bastão e deveria se estabelecer numa terra que fosse tão fértil que todo o bastão pudesse se afundar nela e isso teria acontecido justamente em Cuzco.

Entre historiografias e mitos, Cuzco foi onde se estabeleceu a pequena comunidade liderada por Manco Cápac. Ao longo da história, os Incas se expandiriam e se constituiriam na classe governante de uma imensa área que envolvia partes do Perú, Bolívia, Equador, Colômbia, Chile e Argentina, na qual manejavam um complexo e avançado sistema administrativo, comunicacional e produtivo.

A chegada dos espanhóis modificou a paisagem da cidade, planejada pelos incas para ter forma de um puma. Nas ruínas dos principais templos espirituais indígenas como o Koricancha foram construídas igrejas e mosteiros católicos, assentados sobre as bases de pedras perfeitamente encaixadas sem uso de qualquer tipo de argamassa pelos incas.

Os espanhóis estabeleceram a capital peruana em Lima, devido a proximidade ao porto de Callao, onde se estabelecia o comércio com a metrópole. Cuzco perdeu parte de sua importância político-econômica mas viria retomar seu destaque com a descoberta de Machu Picchu em 1911, aquecendo fortemente o turismo na cidade. Além de Machu Picchu, Cuzco também é porta de acesso para várias outras ruínas e povoados localizados no Vale Sagrado, além de possuir excelentes museus, hotéis, restaurantes.

Cuzco guarda um patrimônio intangível e inestimável e é muitas vezes o primeiro ponto de contato de turistas de vários países com a cultura indígena andina. O sincretismo entre o nativo e o europeu é visível em diversas situações, o que não retira o valor cultural e histórico da região. Arqueologicamente, Cuzco e seus arredores são uma maravilha da humanidade e vestígios de uma civilização poderosa e de uma cultura que ainda existe. Por ser muito turística talvez não seja o melhor lugar para encontrar o mais autentico da cultura indígena, mas é, sem dúvidas, uma porta de entrada para descobrir a herança povos originários americanos.

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