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Consórcio Maracanã, de Eike Batista, ganha licitação para administrar o estádio

por Redação — publicado 09/05/2013 17h23, última modificação 10/05/2013 14h48
Odebrecht, AEG e a IMX ganham direito de comandar o estádio carioca por 35 anos
Tânia Rego/ABr
Estádio do Maracanã

Um grupo de cerca de 20 manifestantes furou o bloqueio da segurança e estendeu uma faixa contra a privatização do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, no primeiro evento teste na arena, em 27 de abril

O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira 9 que o Consórcio Maracanã S.A, formado pelas empresas Odebrecht (com 90% de participação), AEG e IMX (com 5% cada), a última do bilionário Eike Batista, vai administrar por 35 anos o Complexo do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

A escolha foi feita após a análise da documentação de habilitação do consórcio vencedor, na terceira fase da licitação. O concorrente, o Consórcio Complexo Esportivo Cultural do Rio de Janeiro - formado pela OAS, Largadère Unlimited e Stadion Amsterdam - que também estava na disputa, decidiu não entrar com recurso.

Uma ata será redigida e encaminhada com toda a documentação para análise do secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, que deverá homologar a decisão. O resultado final será publicado no Diário Oficial do Estado. Os documentos deverão de ser encaminhados até a manhã da sexta-feira 11.

O Consórcio Maracanã S.A ofereceu 181,5 milhões de reais pela gestão do complexo, a serem pagos em 33 parcelas de 5,5 milhões de reais cada uma. O valor foi 26,4 milhões maior que o oferecido pelo concorrente, cuja proposta anual era de pouco menos de 5 milhões de reais. O consórcio vencedor terá de arcar com uma reforma avaliada em cerca de 600 milhões, a ser realizada nos entornos do Maracanã.

O custo total do estádio, uma obra realizada na íntegra com dinheiro público, vai passar de um bilhão de reais. O valor anterior, de cerca de 850 milhões de reais, foi aumentado após a publicação, pelo governo do Rio, de um aditivo de 200 milhões de reais. De acordo com o governo estadual, "obstáculos imprevisíveis" fizeram o valor da construção do estádio aumentar. A empresa que cuida da reforma do Maracanã também é a Odebrecht, que vai administrar o estádio com suas parceiras.

Com informações da Agência Brasil