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Sociedade

Amélia Bündchen

Conar arquiva pedido

por Redação Carta Capital — publicado 13/10/2011 16h11, última modificação 14/10/2011 13h15
Depois de reclamações, a Secretaria de Política para as Mulheres enviou ofício ao órgão pedindo suspensão de propaganda
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Em campanha publicitária, a modelo ensina a seduzir o marido após bater o carro ou estourar o limite do cartão de crédito.

O Conselho de Ética do Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar) decidiu arquivar o pedido de suspensão da publicidade da Hope estrelada pela modelo Gisele Bündchen. A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) havia enviado um ofício ao órgão pedindo que não fosse mais veiculado, depois que a Secretaria recebeu uma série de reclamações do público feminino.

Na peça, Gisele Bündchen ensina como apresentar notícias desagradáveis ao marido, utilizado o “charme brasileiro”. O jeito “errado”, com roupas. E o “certo”, apenas de lingerie.

'Fui ridicularizada'

No ofício enviado ao Conselho, a Secretaria afirmava que a propaganda reforça o estereótipo da mulher como objeto sexual de seu marido e desconsidera avanços de descontrução de práticas sexistas. O Conar, no entanto, enxerga que o conteúdo publicitário não desmerece a condição feminina e considera os estereótipos comuns à sociedade e facilmente identificados por ela.

Choveram críticas contra a ministra Iriny Lopes, acusada de censurar liberdade de expressão. Pouco depois, a ministra se envolveu em mais uma polêmica quando enviou sugestão à rede Globo para que mudasse o conteúdo da novela Fina Estampa, na qual uma mulher apanhava do marido. Com a sucessão de episódios, a ministra entrou na berlinda da presidenta Dilma Rousseff e corre o risco de ser substituída na reforma ministerial que ocorrerá no início de 2012.

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