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Rio de Janeiro

Comlurb anuncia demissão de 300 garis em greve

por Redação — publicado 04/03/2014 12h57, última modificação 04/03/2014 15h24
Mesmo com acordo que garante reajuste salarial de 9% para os cerca de 15 mil garis do Rio, a prefeitura demitiu quem faltou na segunda-feira. Garis protestaram
Tomaz Silva/Agencia Brasil
Lixo

Lixo acumulado nas calçadas do Rio de Janeiro

A Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb), da prefeitura do Rio de Janeiro, iniciou nesta terça-feira 4 o processo de demissão de 300 funcionários que não compareceram ao trabalho para o turno das 19h da segunda-feira 3. Com a medida, centenas de garis saíram da Central do Brasil e caminharam cerca de um quilômetro até a sede da prefeitura, onde protestaram.

Os manifestantes querem um encontro com representantes da prefeitura para negociar nova proposta de ajuste salarial e melhores condições de trabalho, em vez da que foi acordada na segunda-feira entre a Comlurb e o Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro. Os grevistas não reconhecem o sindicato como representante da categoria e alegam que as reivindicações da maioria não foram ouvidas pela entidade. “Essas demissões foram uma covardia, mas nós não desistiremos. Estamos aqui na Central do Brasil e vamos protestar e a greve vai continuar”, disse um dos porta-vozes da comissão de greve, Alexandre Paes.

De acordo com a Comlurb, a demissão está prevista na Cláusula 65 do acordo firmado entre a companhia e o sindicato. Quem voltou ao trabalho terá os dias parados abonados.

O acordo firmado prevê 9% de aumento salarial para os cerca de 15 mil garis da cidade. O piso salarial inicial será 874,79 reais, mais 40% de adicional de insalubridade que elevará o salário para 1.224,70 reais. Além do aumento salarial, o acordo estipula mais 1,68% no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, com progressão horizontal, bônus de 100% na hora extra para quem trabalhar nos domingos e feriados, mantendo o direito à folga, como já é previsto em lei; plano odontológico, ampliação do prêmio do seguro de vida de 6,3 mil reais para 10 mil reais, aumento do vale-alimentação de 12 reais para 16 reais, auxílio-creche para ambos os sexos e acordo de resultados possibilitando um 14º e 15º salários.

A empresa diz que, por lei, as duas partes tinham até o dia 31 de março para fechar um acordo, “mas tendo em vista o movimento de um grupo sem representatividade que vinha interferindo na rotina do trabalho de limpeza da Comlurb nos últimos dias, a companhia e o sindicato aceleraram as negociações e definiram itens importantes da pauta de reivindicações”.

Os grevistas reivindicam aumento salarial de 803 reais para 1,2 mil reais, aumento do tíquete-refeição de 12 reais para 20 reais por dia, a volta do pagamento do triênio e do quinquênio, entre outras reivindicações, algumas já atendidas pela contra-proposta, como o auxílio-creche para ambos os sexos.

*Com informações da Agência Brasil

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