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Chuva: Rio monta gabinete de crise para atender emergência

por Redação Carta Capital — publicado 03/01/2013 14h45, última modificação 06/06/2015 18h42
Chuva causou destruição na Baixada Fluminense, na região serrana e em Angra dos Reis. Ao menos uma pessoa morreu
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Imagem mostra a destruição em Xerém, distrito de Duque de Caxias (RJ), onde uma pessoa morreu. Foto: Vladimir Platonov / ABr

Pelo menos uma pessoa morreu e mais de 300 estão desalojadas no Rio de Janeiro após a forte chuva que atinge o Estado desde o início da madrugada desta quinta-feira 3. Para dar respostas mais rápidas às situações de emergência provocadas pela forte chuva, situação recorrente no sudeste do país todo início de ano, o governo do Rio de Janeiro instalou um gabinete de crise. Participam do grupo representantes das secretarias de Defesa Civil, Saúde e Assistência Social, Obras, Governo e o Serviço Geológico do Estado.

A informação foi passada pelo secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. De acordo com ele, a área mais afetada foi Angra dos Reis, no Sul do estado, onde três pessoas tiveram ferimentos leves e foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros.

"A Defesa Civil disparou um protocolo para desmobilizar as pessoas que vivem em comunidades com risco geológico. Um número estimado de 20 mil pessoas vivem na região, cerca de 2,5 mil estão sendo orientadas a seguir para locais seguros, que pode ser casas de amigos, parentes ou os locais definidos pela prefeitura."

De acordo com ele, não foi necessário o envio de reforço, pois Angra dos Reis já tem estrutura preparada para atender a emergências, devido ao plano de atuação para a central nuclear instalada no município.

Na Baixada Fluminense, o problema mais grave ocorre no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, onde houve a confirmação da morte de um homem que parece ter sido arrastado pela enxurrada durante a madrugada.

Segundo o coronel, não houve rompimento da barragem em Xerém, apenas o transbordamento dos rios. Há cerca de 200 desalojados na região. Em Nova Iguaçu e Belford Roxo também houve alagamento, problema agravado pela falta de recolhimento do lixo, mas sem relatos de dificuldade em atendimento hospitalar.

Equipes de reforço com 50 homens do Corpo de Bombeiros e embarcações foram mandadas para Duque de Caxias a fim de dar apoio às duas unidades operacionais da região.

O secretário informou também que há previsão de pancadas de chuva forte para a região serrana, e a Defesa Civil se prepara para reforçar as equipes em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

De acordo com o coronel Simões, houve dois deslizamentos de pedras na rodovia BR-101, na região de Angra dos Reis, e a pista ficou parcialmente interditada no começo da manhã, mas a rodovia já foi desobstruída.

Segundo ele, a principal ação para responder à situação de emergência foi feita antecipadamente. "Foi feito plano de resposta, determinando a atuação de cada órgão do estados e dos municípios. Tivemos cerca de 65 municípios que elaboraram o plano de ação para resposta às chuvas fortes no verão. Então, as atuações já estão definidas".

Além disso, a capital fluminense está em estágio de atenção desde a 1h05 de hoje. De acordo com o Centro de Informações da Prefeitura do Rio, a Defesa Civil do município registrou 18 ocorrências sem gravidade até as 10h30 desta quinta-feira.

Por causa do mau tempo, os aeroportos Antônio Carlos Jobim e Santos Dumont estão operando com auxílio de instrumentos para pousos e decolagens. Segundo a Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra os terminais, pela manhã dois voos domésticos que chegariam ao aeroporto Tom Jobim atrasaram e sete foram cancelados. No Santos Dumont houve atraso em um voo e cancelamento de sete.

Com informações da Agência Brasil

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