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Chefe de polícia na Inglaterra pede fim da guerra às drogas

por Redação — publicado 03/10/2013 18h45
Mike Barton sugeriu que agência nacional de saúde forneça tratamento terapêutico com heroína aos dependentes químicos
Luis Robayo / AFP PHOTO
cocaína

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Uma das principais autoridades policiais da Inglaterra, Mike Barton, pediu o fim da guerra às drogas. De acordo com o jornal britânico The Observer, Mike Barton disse que as drogas devem ser descriminalizadas e a política de proibição, radicalmente revista.

A declaração de Barton, que é chefe da polícia do condado de Durham, no nordeste da Inglaterra, reacendeu o debate sobre a guerra às drogas. Ele sugeriu que a agência nacional de saúde da Inglaterra (NHS, na sigla em inglês) forneça drogas aos dependentes, quebrando o monopólio do tráfico, assim como a fonte de renda das facções criminosas.

“Se um dependente fosse capaz de obter drogas pela NHS ou alguma agência similar, eles não teriam de buscar em outros lugares e comprar de maneira ilegal. Ser tratado com diamorfina (heroína), por exemplo, é barato. É barato produzi-la terapeuticamente”, ressaltou em artigo. A autoridade policial ressaltou também que quando se trata o dependente químico de forma terapêutica, diminuem-se as chances de novos casos de hepatite C e Aids entre os usuários.

Ao comparar a proibição das drogas à lei seca que vigorou nos anos 1920 nos EUA – que favoreceu mafiosos como Al Capone – Barton argumentou ainda que criminalizar o comércio de drogas colocou, ao longo dos anos, bilhões nos bolsos de traficantes.

“O que estou dizendo é que as drogas deveriam ser controladas. Elas não deveriam, claro, ser disponibilizadas livremente”, escreveu Barton. “Acredito que a dependência em relação a qualquer coisa – seja drogas, álcool, jogos de azar – não é uma boa coisa, mas as proibições definitivas se apresentam como fonte de receita para os vilões.”

Ativistas deram boas-vindas à declaração de Barton, na qual viram uma corajosa demonstração de desafio ao status quoBarton é um dos poucos oficiais sêniores da polícia britânica que clamam o repensar sobre a proibição das drogas. Esses se juntam a outras figuras importantes, como o presidente Guatemala, Otto Pérez Molina, ao empresário e investidor Richard Branson.

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