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Sociedade

Por tempo indeterminado

Bancários em greve

por Redação Carta Capital — publicado 27/09/2011 14h00, última modificação 27/09/2011 15h04
Negociações com banqueiros 'não avançam no emprego e nas condições de saúde, trabalho e segurança e não melhora o atendimento aos clientes', diz coordenador da Contraf-CUT

Os bancários de todo o País iniciaram nesta terça-feira 27 greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada um dia antes, após uma assembleia que reuniu trabalhadores e a Federação dos Bancos (Fenaban). Os funcionários rejeitaram as propostas da entidade que prevê aumento real de 0,56% enquanto a categoria quer ajuste de 5% acima da inflação. De acordo com o levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que coordena o Comando Nacional dos Bancários, a paralisação já acontece em 25 estados e no Distrito Federal, paralisando agências de bancos públicos e privados, desde o início da manhã de hoje.

O único estado sem greve é Roraima, onde deve acontecer assembleia dos bancários no início da noite desta terça-feira para decidir a adesão ao movimento.

Além de oferecer baixo reajuste salarial, os banqueiros deixaram a categoria sem resposta a outras reivindicações por valorização nos pisos, participação maior nos lucros e resultados (PLR), mais emprego, saúde e condições de trabalho. “Novamente os donos dos bancos, que tanto ganham às custas dos brasileiros, forçaram a categoria a entrar em greve, diante da falta de resposta às principais necessidades dos trabalhadores”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região,  Juvandia Moreira.“Os bancos podem pagar mais. O lucro líquido dos sete maiores do setor, descontadas todas as despesas, cresceu cerca 20% nos primeiros seis meses deste ano, chegando aos R$ 26,5 bi”, ressalta Juvandia.

Para o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, "a força da greve nacional mostra a enorme insatisfação dos bancários diante da proposta insuficiente da Fenaban, que representa apenas 0,56% de aumento real, não avança no emprego e nas condições de saúde, trabalho e segurança e não melhora o atendimento aos clientes".

A categoria quer reajuste de 12,8% (5% de ganho real mais a inflação do período), valorização do piso, maior participação nos lucros, mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, entre outros itens.

"Com a força da greve, esperamos retomar as negociações com a Fenaban e conquistar uma proposta decente para os bancários", defende Carlos Cordeiro.

Em São Paulo, já está marcada uma nova assembleia para esta quarta-feira 28, a partir das 16h.

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