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Sociedade

Xenofobia

Através de Manifesto, indígenas pedem respeito aos povos imigrantes

por Adital — publicado 14/09/2010 11h13, última modificação 14/09/2010 11h13
Manifesto de Madri é o resultado do Primeiro Encontro de Líderes de Povos e Nacionalidades Indígenas, realizado no último dia 8 na cidade espanhola

Com colocações enfáticas de rejeição às políticas de perseguição contra povos indígenas, ciganos e imigrantes, e em defesa dos povos excluídos, o Manifesto de Madri é o resultado do Primeiro Encontro de Líderes de Povos e Nacionalidades Indígenas, realizado no último dia 8, em Madri, na Espanha, e promovido pela Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (CAOI) e pela Coordenadora Nacional de Equatorianos na Espanha (CONADEE).

Com colocações enfáticas de rejeição às políticas de perseguição contra povos indígenas, ciganos e imigrantes, e em defesa dos povos excluídos, o Manifesto de Madri é o resultado do Primeiro Encontro de Líderes de Povos e Nacionalidades Indígenas, realizado no último dia 8, em Madri, na Espanha, e promovido pela Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (CAOI) e pela Coordenadora Nacional de Equatorianos na Espanha (CONADEE).
Aproveitando que a Espanha é signatária da Declaração das Nações Unidas de Direitos dos Povos Indígenas e do Convênio 169 sobre Povos Indígenas, os participantes do encontro pedem ao país que realize todos os esforços em garantia ao respeito à identidade e cultura dos Povos e Nacionalidades Indígenas imigrantes.
No documento, eles ressaltam a longa caminhada em defesa da própria identidade e história. "Somos amantes da paz, da convivência e o respeito entre os seres humanos e a Pachamama, lutamos pelo Sumak Kawsay ou Bem Viver, praticamos a plurinacionalidade e valorizamos a riqueza da diversidade. Denunciamos as tentativas xenófobas de culpar a população imigrante das causas da crise, o desemprego e a deterioração dos serviços sociais", iniciam o Manifesto.
Os líderes dos povos e nacionalidades indígenas seguem enfatizando que "rechaçam todo tipo de discriminação" e demonstram sua solidariedade ao Povo Cigano "que está sendo perseguido nestes momentos, como o foram alguma vez pelo Terceiro Reich, junto com judeus e outras milhões de vítimas".
Eles pedem ao governo espanhol para que acabe todo tipo de incursão contra os imigrantes em geral e o fechamento dos centros de detenção. "Basta de campos de concentração para aqueles que fornecem com seu trabalho digno, ao progresso dos países europeus", criticam.

Os indígenas ainda se mostram contrários aos tratados de livre comércio "disfarçados de acordos de associação, onde infringem as soberanias de nossos países e os direitos dos povos, constituindo-se na continuidade do colonialismo", e pedem aos congressistas europeus a não ratificarem o Acordo de Associação Comunidade Andina - União Europeia.

Por fim, eles mencionam a situação dos 32 presos políticos mapuches, vítimas de perseguição, em greve de fome há dois meses no Chile, e "exigem dos governos dos países que emprendam processos de desenvolvimento includentes e que não afetem aos povos nacionalidades e comunidades".

Matéria de Tatiana Félix, jornalista do Adital: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cat=10&cod=50889

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