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Sociedade

Protestos e a Rede

Ativistas do mundo todo discutem protestos e rede em SP

por Redação — publicado 18/11/2013 17h51
Encontro reúne alguns dos principais coletivos, movimentos e ativistas do Brasil e do exterior para estabelecer conexões entre as manifestações ao redor do globo

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo promove nesta segunda 18 e terça-feira 19 o encontro "Como Construir o Comum: as Revoltas Globais nas Redes e nas Ruas" para debater os protestos e as manifestações que têm movimentado o cenário político do Brasil e de outros países. O evento acontece na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), no bairro da Liberdade e reúne, entre outros, ativistas de grupos como Occupy Wall Street, dos EUA; 15M, da Espanha; Diren Gezi, da Turquia e Yo Soy 132, do México também participarão das discussões no seminário.

Em parceria com a Fundação Friederich Ebert (FES) e a Rede Universidade Nômade (SP), o seminário terá a presença de ativistas da Espanha, México, EUA, Chile e da Turquia, além de representantes de movimentos, como o Passe Livre, coletivos e membros de assembleias populares de nove Estados brasileiros.

Outro dos destaques é a aula aberta do filósofo italiano Antonio Negri, autor dos livros 'Império' e 'Multidões', que acontece nesta segunda às 19h30.

Segundo o jornalista e pesquisador espanhol Bernardo Gutiérrez, que fará a apresentação "Tecnopolítica dos #protestosBR em contexto global" na terça, a ideia do evento é criar uma agenda comum entre os coletivos de vários países e estabelecer conexões em relação às manifestações que vêm ocorrendo nos últimos três anos em todo o mundo. "A ideia é incentivar e compartilhar as lutas no processo das redes globais e brasileiras e estudar o que está acontecendo", afirmou. "Ninguém tem fórmulas prontas."

Gutiérrez acredita que a questão do espaço público e do desejo por uma democracia mais participativa permearam os protestos tanto no Brasil quanto na Europa e nos países da Primavera Árabe. E a forma como as manifestações se deram, com forte componente de ciberativismo e da participação em rede, precisa também ser discutida em âmbito científico, no espaço acadêmico. "Não dá para explicar o que está acontecendo no planeta com os paradigmas teóricos dos anos 70", opinou Gutiérrez.

Para participar do seminário, é necessário se inscrever gratuitamente preenchendo um formulário no site da Coordenação de Políticas para Juventude. As apresentações também serão transmitidas ao vivo pela internet.

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Como Construir o Comum: as Revoltas Globais nas Redes e nas Ruas

Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)

Avenida Liberdade, 532, Liberdade, São Paulo

Dia 18/11, a partir das 18h e dia 19/11, a partir das 14h