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Aldeia Maracanã

Após saída de índios de antigo museu, manifestantes e policiais entram em confronto no Rio

por Agência Brasil publicado 22/03/2013 13h00, última modificação 22/03/2013 13h57
A Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bala de borrachas para conter os protestos
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Policiais do Batalhão de Choque cercaram desde a madrugada o prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Maracanã. Foto: Agência Brasil

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

 

Rio de Janeiro - Manifestantes que acompanhavam, do lado de fora, a saída de indígenas do prédio do antigo Museu do Índio ocuparam a Avenida Radial Oeste - uma das principais e mais movimentadas da cidade do Rio, que passa ao lado do museu.

Todos os índios saíram pacificamente, e o imóvel está vazio.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bala de borrachas para conter os manifestantes, que fizeram uma corrente humana no meio da pista.

Eles estão sendo retirados à força. Jornalistas também foram atingidos e o clima é de confusão.

O prédio estava cercado desde às 3h por policiais do Batalhão de Choque. Por ordem da Justiça Federal, o imóvel deveria ser desocupado ainda nesta sexta-feira 22, a pedido do governo do estado do Rio de Janeiro, que deseja reformar o local para receber o Museu Olímpico.

Construído no século 19, o prédio abrigou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo Marechal Candido Rondon.

Já como museu, o local teve entre seus diretores o antropólogo Darcy Ribeiro.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil

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