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Tão Gomes Pinto

Ao vencedor, as bananas

por Tão Gomes — publicado 02/09/2011 10h00, última modificação 06/06/2015 18h16
Essa fruta agora só pode ser vendida na União Europeia se tiver 14 centímetros. Como ficam as repúblicas bananeiras?

A informação vem de conceituadas agências internacionais de notícias... Toda banana vendida em território da União Europeia deve ter pelo menos 14 centímetros de comprimento e 270 milímetros de grossura. Pelo menos é o que consta na regulamentação europeia para os padrões de qualidade para bananas a serem importadas.

A notícia deve afetar a economia das chamadas “Bananas Repúblicas”, países que se especializaram em produzir este tipo de fruta por iniciativa dos americanos, especialmente de uma grande corporação que se chamava United Fruits.

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Hoje, com a ascensão de governos socialistas – ou que se dizem socialistas – em Cuba, em Honduras, etc... Parece que o pessoal da United Fruits mudou de ramo.

Pelo menos, na imprensa, ela não é mais acusada – a empresa – de patrocinar golpes de estado nas tais bananas repúblicas – ou república de bananas – onde sempre apareciam em destaque por ocasião da derrubada de ditadores, ou melhor, da substituição de ditadores.

É claro que a United Fruit não agia sozinha. Quando dava seus golpes de estado, tinha ao seu lado, sempre, a parceira da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos.

Mas não são apenas as repúblicas das bananas que poderão ser afetadas pela regulamentação que determina 14 centímetros no mínimo, para uma banana ser considerada uma banana.

A decisão terá efeitos também no Brasil. Inclusive porque o Brasil ainda é visto por boa parte do planeta como sendo uma Banana República.

Tanto que nos recentes protestos das torcidas de times de futebol da Europa contra o número crescente de imigrantes que procuram o continente, a banana, atirada em campo, virou um símbolo da discriminação e do repúdio aos estrangeiros.

O caso mais recente envolveu o jogador Roberto Carlos, que simplesmente apanhou a banana, e retirou-se de campo em sinal de protesto.

O jogador deveria antes ter chamado o juiz, este por sua vez convocaria os bandeirinhas e mais os representantes da imprensa para a cerimônia da “medição da banana”.

Se ela não tivesse os 14 centímetros que caracterizam uma banana como sendo uma banana, a partida seria recomeçada e a banana deveria ser encaminhada ao órgão competente – a Embrapa local – para a verificação do seu tamanho exato.

A grossura da banana também deveria ser medida. Se não tivesse os 27 milímetros de grossura, o assunto poderia ser questionado.

Assim, recomendaria as pessoas que desejarem, por um motivo qualquer, ir morar ou trabalhar em países da União Europeia, que antes de viajar medissem suas bananas: se não tiverem os 14 centímetros é melhor mudar de ideia.

Ouso lembrar, no entanto, que nem tudo está perdido para quem não tiver os 14 centímetros exigidos pelos países da União Europeia.

Existe sempre a possibilidade de emigrar para o Japão, onde não existe, por enquanto, restrição a respeito do tamanho das bananas.

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