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"Agora é poder popular", diz periferia em protesto

por Piero Locatelli — publicado 25/06/2013 09h48, última modificação 25/06/2013 10h02
"Se a mídia se indigna com o que aconteceu na Paulista, vamos mostrar o que acontece todo dia na periferia", diz liderança na manhã desta terça-feira
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Debaixo de chuva, o protesto atraiu cerca de 400 manifestantes na manhã desta terça-feira

Um protesto organizado pelo movimento Periferia Ativa trancou na manhã desta terça-feira 25 a avenida Carlos Caldeira Filho, na zona sul de São Paulo, em direção ao centro da cidade. O  ato conta com o apoio do Movimento Passe Livre.

O Periferia Ativa pede a tarifa zero para o transporte público, além da desmilitarização da polícia e mais verbas para a saúde e a educação em detrimento dos investimentos para a Copa do Mundo.

"Se a mídia se indigna com o que aconteceu na Paulista,  a gente está aqui para mostrar que isso acontece todo dia na periferia", dizia Vanessa de Souza, do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem teto), que faz parte do Periferia Ativa.

Ainda durante o protesto,  o governador Geraldo Alckmin telefonou para convidar os representantes do movimento para uma reunião no Palácio dos Bandeirantes. O MTST deve ser recebido pela presidenta Dilma Rousseff junto com outros movimentos sociais ligados à moradia ainda nesta terça-feira.

O protesto teve início às 7 horas no Capão Redondo e no Campo Limpo, na zona sul, e em Guaianases,  na zona leste. Os grupos se juntaram no bloqueio da via. Cerca de 400 pessoas participaram da manifestação,  feita abaixo de chuva, segundo a Polícia Militar, que destacou um efetivo de 40 pessoas para o ato.