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Sociedade

Nova polêmica

Adriano é acusado de atirar em jovem

por Redação Carta Capital — publicado 25/12/2011 14h10, última modificação 06/06/2015 18h20
Se confirmada a versão da vítima, Adriano poderá responder por lesão corporal culposa – crime passível de até dois anos de prisão

As diferentes versões sobre a mulher baleada no carro de Adriano tornam o caso no mínimo nebuloso.

O jogador de futebol do Corinthians teria sido, segundo a estudante Adriene Cyrilo Pinto, de 20 anos, o autor de um tiro acidental quando o jogador brincava com a arma. O disparo ocorreu na saída de uma boate na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, por volta de 6h da manhã de sábado 24. A jovem está atualmente internada e seu dedo indicador da mão esquerda será operado nos próximos dias.

No automóvel BMW do jogador estavam outras três moças. Ao volante, o segurança do jogador, Júlio César Barros de Oliveira, tenente reformado da Polícia Militar de 52 anos. A pistola .40, pertence a Oliveira.

Oliveira alega que a arma disparou ao cair no chão. Segundo o diário Globo, Adriano teria dito a amigos que Adriene se feriu enquanto brincava com a arma.

O veículo foi apreendido para ser submetido à perícia. Além disso, a Polícia Civil informou, em nota, que peritos realizam testes nas mãos do jogador e da jovem para identificar vestígios de pólvora de um possível disparo.

No domingo 25, os peritos confirmaram, de forma preliminar, que o tiro partiu do banco de trás do veículo.

No momento do acidente, Adriano declarou estar sentado no banco do carona. A versão foi confirmada por outras três pessoas no carro, exceto por Adriene. Ela sustenta que o atleta estava no banco de trás.

Por sua vez, o Corinthians declarou que vai prestar assistência jurídica ao jogador, caso necessário. Se confirmada a versão da vítima, Adriano poderá responder por lesão corporal culposa – crime passível de até dois anos de prisão.

Repercussão Internacional

O jornal argentino Olé aproveitou o retorno do "Imperador" às páginas policiais e fez um trocadilho em sua manchete: "Adriano não aprende". A publicação ainda cita que este não é o primeiro envolvimento do jogador com armas, pois há imagens do atacante na internet posando com um fusil.

O espanhol Marca também destaca as polêmicas do atleta fora de campo. Aponta que em 2009 Adriano foi acusado de comprar uma motocicleta em nome da mãe para presentear um chefe do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. O jornal lembra outro caso no qual o atleta teria pedido a amigos que amarrassem sua ex-namorada Joana Machado em uma árvore após uma confusão entre os dois em um baile funk.

Em fevereiro deste ano, quando ainda defendia o Roma, na Itália, e se recuperava de uma cirurgia no ombro, o jogador teve a carteira de habilitação apreendida no Rio de Janeiro. Ele se negou a fazer o teste do bafômetro.

Dois meses depois, já a atuar pelo Corinthians,  foi fotografado andando de muletas em um shopping carioca. Adriano deveria estar em repouso, pois havia operado o pé esquerdo há menos de 15 dias.

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