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A morte do senador Romeu Tuma

por Redação Carta Capital — publicado 26/10/2010 17h24, última modificação 26/10/2010 17h24
Leia o que figuras públicas e parentes disseram sobre o senador Romeu Tuma, falecido nesta terça-feira

Leia o que figuras públicas e parentes disseram sobre o senador Romeu Tuma, falecido nesta terça-feira

“Até três dias atrás, conseguíamos ter contato sólido com ele, dizendo ‘oi pai’. Depois, ele piorou. Como médico eu me sinto derrotado”, lamenta Rogério Tuma, filho do senador Romeu Tuma, falecido nesta terça-feira 26 por falência múltiplas dos órgãos, e coordenador da equipe médica que cuidou da saúde do senador durante os dois meses em que esteve internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. “No fundo, ele era um homem carinhoso”, lembra o médico, ressaltando que ele era um homem de paciência, inclusive com os bandidos na época que era policial.

"É uma grande perda para o país, como pai, não tenho nem palavras. Agradecemos as demonstrações de respeito, carinho e amor da população. A família vai guardar isso para sempre no coração", disse o ex-deputado federal e filho Robson Tuma.

Saiba o que outras figuras públicas disseram sobre o falecido senador da República Romeu Tuma:

José Sarney, presidente do Senado (PMDB-AP)

"Ao longo de sua longa e rica trajetória na vida pública, o Senador Romeu Tuma logrou, por suas excepcionais qualidades, converter-se em ponto de referência para muitas gerações. Era uma pessoa de bem, que tinha o gosto da convivência e da amizade. A admiração pessoal há longa data converteu-se em amizade, e essa extrapolou também para nossas esposas e filhos. No Senado e na vida pessoal Romeu Tuma fará falta."

Geraldo Alckmin, governador eleito de São Paulo (PSDB)

“Romeu Tuma foi um grande homem público. Sua morte é uma perda para São Paulo e para o Brasil. Compartilho do profundo pesar dos amigos e familiares.”



Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo (DEM-SP)

"O senador Romeu Tuma é um exemplo de dedicação à vida pública. Exerceu com competência cargos importantes em nosso país. Quero, neste momento de dor, desejar paz para a sua família."

José Serra, candidato a presidente da República pelo PSDB

"Perco um grande amigo, um senador dos mais brilhantes. Quero me solidarizar com a família dele neste momento.”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

"Romeu Tuma dedicou grande parte da vida à causa pública, atuando de forma coerente com a visão que tinha do mundo e, por isso, merece o reconhecimento e o respeito dos brasileiros.
No Senado, deu contribuição especial ao debate da segurança pública no país, sempre com empenho e ideias inovadoras. Neste momento de dor, quero me solidarizar com sua família, amigos e admiradores."


Orestes Quércia, ex-governador (PMDB-SP)

"Lamento o que aconteceu. O Tuma teve uma grande importância e cumpriu seu papel durante anos no Senado e no processo político brasileiro."



Paulo Maluf, deputado federal (PP-SP)


“Romeu Tuma foi um grande político, homem exemplar, bom delegado de polícia, nunca andou armado, sempre prestou excelentes serviços em todos os postos em que esteve. Trabalhou comigo, quando fui governador do Estado, chefiando com competência o Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Sua morte é lamentável e deixa um lugar difícil de ser preenchido”.

Roberto Jefferson, presidente do PTB


“É uma pena, Tuma foi um grande brasileiro, um homem que honrou São Paulo, honrou seu mandato parlamentar, honrou a Polícia Federal, um homem honrado, um homem de bem. Não fez carreira escandalizando pessoas como esses delegados novinhos querendo fazer carreira esculhambando pessoas. Ele era um homem poderoso, mas que nunca abusou do poder”

Eduardo Suplicy, senador (PT-SP)

“O senador Romeu Tuma deu sua contribuição [à política brasileira], inclusive com sua experiência na área de segurança e sistema penitenciário. (...) Quero expressar a dona Zilda [mulher] e aos filhos e netos do Romeu Tuma os meus sentimentos e pesar.”

Carlos Pereira, Movimento Tortura Nunca Mais-SP

"Nunca fui torturado por ele, mas pessoas informaram que ele era conivente com a prática. Pena que os arquivos da ditadura não foram abertos para que a gente pudesse punir as pessoas que torturaram ou facilitaram a tortura.”

O primeiro suplente de Tuma é o secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo Alfredo Cotait Neto (DEM), que pedirá ao prefeito Kassab para ser liberado do cargo para assumir a cadeira no Sando, já que o mandato dura até 31 de janeiro de 2011.

O corpo do senador será velado na Assembléia Legislativa de São Paulo a partir das 21h desta terça-feira.

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