
Três séculos de escravidão vincam até hoje os comportamentos da sociedade brasileira. Por Mino Carta. Imagem: Rover Viollet/AFP
Três séculos de escravidão vincam até hoje os comportamentos da sociedade brasileira
Escrevi certa vez que se Ronaldo, o Fenômeno, se postasse na calada da noite em certas esquinas de São Paulo ou do Rio, e de improviso passasse a Ronda, seria imediata e sumariamente carregado para o xilindró mais próximo. Digo, o mesmo Ronaldo que foi ídolo do Brasil canarinho quando adentrava ao gramado. Até Pelé, creio eu, nas mesmas circunstâncias enfrentaria maus bocados, embora se trate de “um negro de alma branca”.
Aí está: o protótipo do preto brasileiro, o modelo-padrão, está habilitado a representar e orgulhar o Brasil ao lidar com a redonda ou ao compor música (popular, esclareça-se logo), mas em um beco escuro será encarado como ameaça potencial. Muitos, dezenas de milhões, acreditam em uma lorota imposta pela retórica oficial: entre nós não há preconceito de raça e cor. Pero que lo hay, lo hay. Existem provas abundantes a respeito e a reportagem de capa desta edição traz mais uma, atualíssima. Na origem, obviamente, a escravidão, mal maior da história do Brasil.
Há outros, está claro. A colonização predatória, uma independência sequer percebida pelo povo de então, uma república decidida pelos generais, avanços respeitáveis enodoados por chegarem pela via da ditadura de Vargas. E o golpe de 1964, último capítulo do enredo populista comandado por uma elite que, como diz Raymundo Faoro, quer um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo. Enfim, um esboço de democratização pós-ditadores fardados ainda em andamento.
A desgraça mais imponente são, porém, três séculos de escravidão e suas consequências. A herança da trágica dicotomia, casa-grande e senzala, continua a determinar a situação do País, dolorosamente marcada pela desigualdade. Há quem pretenda que o preconceito à brasileira não é racial, é social, mas no nosso caso os qualificativos são sinônimos: o miserável nativo não é branco.
A escravidão vincou profundamente o caráter da sociedade. De um lado, os privilegiados e seus aspirantes, herdeiros da casa-grande, e os empenhados em chegar lá, e portanto ferozes e arrogantes em graus proporcionais. Do outro lado, a maioria, em boa parte herdeira da senzala, e portanto resignada e submissa. De um lado uma elite que cuidou dos seus interesses em lugar daqueles do País, embora o Brasil represente um patrimônio de valor inestimável, de certa forma único. Do outro, a maioria conformada, incapaz de reação porque, antes de mais nada, tolhida até hoje para a consciência da cidadania.
O povo brasileiro traz no lombo a marca do chicote da escravidão que a minoria ainda gostaria de usar, quando não usa, e não apenas moralmente. Aqui rico não vai para a cadeia, superlotada por pobres e miseráveis, e não se exigem desmedidos esforços mentais para localizar a origem dessa situação medieval. Trata-se simplesmente de ler um bom, confiável livro de história.
Será possível constatar que afora o devaneio de alguns poetas e a reflexão de alguns pensadores, o maior problema do Brasil, a desigualdade gerada pela escravidão, nunca foi enfrentado com o ímpeto e a determinação necessários. Nos anos de Lula, agredido por causa do invencível preconceito pela mídia nativa, na sua qualidade de perfeita representante dos herdeiros dos senhores de antanho, a questão foi definida com nitidez. Mas se o diagnóstico foi correto, os remédios aviados foram insuficientes. Poderia ser de outra maneira? Melhorar a vida das classes mais pobres não implica automaticamente a conquista da consciência da cidadania, que há de ser o objetivo decisivo.
CartaCapital confia na ação da presidenta Dilma e acredita que seu governo saberá dar prosseguimento às políticas postas em prática pelo antecessor e empenhar-se a fundo no seu próprio programa de erradicação da miséria. Sem esquecer que o alvo principal fica mais adiante.
Os seres humanos são racistas por excelência, quer sejam negros, brancos, amarelos, etc…, todos possuem um grande potencial de racismo dentro de si. Como os senhores sabem, o raciusmo não deriva tão somente da cor do tecido epitelial de cada um de nós, mas, também, é relativo à cultura e outras coisas mais. Aiunda existem sociedades que torna-se um verdadeiro tabú quando dizemos que dentro das igrejas, sejam elas quais forem, que existe racismo, pois, no topo do poder lá se encontram os de pele branca, aloirados etc…, em detrimento daqueles que não possuem o perfil adeuado para empolgar os fiéis
Gosto de ler a carta capital por ser direta ao assunto e sempre falar a verdade.Tem comentários ricos e assunto de interesse social que outros canais de comunicação nao interessam ou escondem a verdade por ter interesses escusos e particulares.
existe um conflito entre dois setores da sociedade,aqueles que produzem,estudam,trabalham e geram riqueza para o país,reclamam da falta de segurança,da execiva carga tributária que pune quem trabalha e produz,e aqueles que não tem acesso ao ensino de qualidade,que estão fora do mercado produtivo,que não tem noção de empreendedorismo,e que cobram ações paternalistas do governo.queda de braço das mais disputadas.
Mas Ronaldo Fenomeno nao disse uma vez na Espanha que era branco? Ateh nisso ele foi fenomemal.. soh que de uma forma ridicula e triste!
No Brasil, quando se comenta sobre preconceito racial, sentimos que isso soa ridículo, embora algumas pessoas teimem em bater nessa tecla. Somos um povo miscigenado com africanos,indigenas em sua maioria, além de outros povos do além-mar, principalmente no sudeste, parte no nordeste e do norte. Quanto ao sul do pais, povos de origem européia, como alemães, italianos, etc., formam uma outra etnia, embora sejam misturados, também, com indios e negros, sendo que em menor quantidade. Na somatoria disso tudo, falar em preconceito racial, torna-se um tremendo êrro da parte de quem desconhece geograficamente o nosso planeta e as suas misturas raciais.
RF
Tenho que discordar que o preconceito é só social, porque os negros, mesmo quando ascendem socialmente, continuam a ser discriminados, como aconteceu com a Tati Quebra Barraco que, mesmo podendo morar em um bairro com melhores condições, teve que ouvir que não queriam “aquele tipo de gente lá”, e não tinha nada a ver com o estilo musical que ela canta. Só resolveremos esse problema quando tivermos a integridade de assumir que ele existe, que não é à toa, por exemplo, que as pessoas seguram a bolsa quando veem um negro.
O “preconceito racial” é uma autodefesa contra a violencia que faz mais de 50 mil mortes no país – Ja viu quantos negros existem numa prisão?- .A classe dominante brasileira é a mesma qua paga 500 mil reais pelo terno do ex presidente Lula. A elite brasileira são os donos de empreiteiras e construtoras que faturam Bilhões em obras superfaturadas, que o ex presidente Lula nega poderes ao TCU para facilitar a roubalheira. Mino Carta vc realmente está na vanguarda do século 19
Concordo com Luca e Marcelo.
Também gostaria de lembrar que:
- quem trouxe e manteve a escravidão no país foram os portugueses,levaram nosso dinheiro e ainda nos deixaram imensa dívida – ora vamos cobrar deles essa vergonha;
- que nas américas as fortunas vão de batente a batente em três gerações portanto falar em herança, sobrenome, elites, etc., fica meio difícil. Talvez, e nesse ponto até concordo com o leitor De Profundis que se vê ainda alguma coisa de Casa Grande e Senzala é no nosso nordeste, mas no sul é um pouco mais difícil, ora o sobre-nome de hoje é nada amanhã;
- também tenho algum receio com relação a quotas – primeiro porque é difícil saber quem é negro ou quem é branco no Brasil;
- considero ainda o patrulhamento do politicamente correto uma faca de dois gumes, além de censor da democracia- cada um pensa como quer e diz o que quer, ora gosto do branco e preto e não do verde os palmeirenses vão me processar.
Resumindo – acho que a maior desgraça mesmo é comparativamente, pagarmos os mais altos impostos do mundo e termos em troca (ou não termos), serviços de péssima qualidade – educação – saúde e segurança.
esse lucas ou é miope, ou tem o nariz muito grande! por que essa visão é bastante superfial e,apenas, de fragmentos da realidade brasileira. precisamos perspectivar a realidade dentro de uma visão de totalidade, se não cairemos na velha ciencia burguesa: mascaradora e hipocrita. A proposito, a mesma da “democracia racial” que, alias, era de Gilberto Freire bem mais inteligente que o luquinha. ah, voce ta perdoado!
Parabéns Mino pela brilhante exposição da questão. O escravismo sem dúvida marcou profundamente a nossa formação cultural,economica e social e as consequências repercutem e persistem até os dias atuais. É de extrema importância trazer à tona esta discussão.
Eu sempre achei que foram 4 (quatro) séculos de escravidão oficial mais concoenta anos de escravidão oficiosa que perdurou com força até o Getulio Vargas.
A escravidão do homem, primeiro indígenas e depois negros, perdurou nas terras brasileiras entre 1500 e 1888, mas a responsabilidade maior coube aos portugueses, que a mantiveram entre 1500 e 1822 (ou seja, por 322 anos). Ao Estado brasileiro coube uma parcela de tempo bem menor (apenas 66 anos). Sua abolição, por obra da Princesa Isabel, então Regente do Império, foi um desastre, pois foi feita não em prol dos negros, mas contra a instituição da escravidão. Aos recém liberados coube a triste sina de fazerem parte da Guarda negra, um grupo de desordeiros, que apoiava a princesa de maneira desastrada.
Mas, certamente, a extinção da infame instituição foi muito benéfica no longo prazo ao país, especialmente na área econômica, pois propiciou uma densa imigração estrangeira e a ocupação do território brasileiro. Algo muito positivo!
A marginalização do negro ao longo dos tempos deveu-se não a sua cor, mas a sua pobreza e falta de instrução, que o condenaram ao ostracismo social. Creio, que o processo inverso já está em curso e o negro e o mulato irão ocupar aos poucos o lugar que lhes é devido na sociedade de nosso país.
Sr, Mino Carta, o Brasil é um país jovem e tem muito a fazer e a melhorar. Veja a Itália, tão antiga, e minada por tantos problemas, que se arrastam sem boa solução. Aqui pelo menos se tem esta justificativa para os erros cometidos. E na Itália, qual será a desculpa? Responda o senhor.
Por mais de uma vez fiz menção so fino fio da navalha crítica de Mino, sempre cortando com profundidade e precisão cirúrgicas, trazendo a nu as nossas mais graves e perturbadoras enfermidades. Em sua verve a mesma indignação que ecoa desde tempos longínquos, somando-se a vozes poderosas como a de Castro Alves (“Dizei-me vós, senhor Deus dos desgraçados, se é loucura, se é verdade tanto horror perante os céus?),e depois, reverberando em ondas até o presente em canções como a da parceria Marcelo Yuka/Seu Jorge/Ulisses Cappelletti (“A carne mais barata do mercado é a carne negra/ que vai de graça pro presídio e para debaixo do plástico/ e vai de graça pro subemprego e pros hospitais psiquiátricos”).Sua voz, Mino, como a dos homens singulares, quer acordar a sociedade de sua indiferença frente às questões que exigem um postura humanista de firmeza.
Jovem, sempre jovem Mino! Apesar das nossas divergências no caso Battisti, preciso reconhecer suas palavras lúcidas e precisas.
Mino, eu nasci há dez mil anos atrás e não é de hoje essa tal facilidade de perceber que o racismo e o preconceito no Brasil andam tão fortes! Estamos passando por um processo de transformação, aquelas, meu amigo, olhadelas no Grande Espelho. Sabe qúais são os antídotos mágicos para os diversos PRÉ-conceitos existentes no Brasil, Mino? Muito conhecimento, muita educação de qualidade, pessoas exemplos e muito interesse pelo Brasil. Não existe Educação no Brasil, ainda. Não estou falando de educação para os pobres, que fique bem claro.
O que ocorre hoje no Brasil na melhor das hipóteses são os pais pedirem aos filhos que não façam uso dos préconceitos e, numa esquina qualquer, o pai faz cara feia a um negro(onde está o pai, o filho, as raízes ancestrais e a gritante mídia nessa situação?). Existe no Brasil uma deseducação paralela fortíssima muito ligada aos costumes, petrificada na sociedade e tida como verdade. Vencer isso, meu caro Mino, assemelha-se a mecher num átomo ou num vespeiro!!! Quem se habilita? O bom é que já começamos a nos habilitar e certamente é a ação precisa que nos auxilia.
Quanto aos senhores de antanho, informo: ninguém é mais forte que o tempo e não adianta correr contra ele. Só a juventude é eterna no processo cíclico da terra. Tudo se renova no tempo e no espaço…feliz de quem entende isso.
Um brinde à nossa juventude.
Para tudo isso só existe um antídoto: A Reforma Política……, que lamentavelemente consideráveis parcelas da Populacão não entendem o real significado!!!!!!
Essa é a maor realidade deste país, mas não adianta somente reclamarmos, pois como diz o inigualável Chico Xavier, temos o pais que nascemos ( não escolhemos), o patrão que buscamos ( ou ganhamos), os governantes que elegemos ou herdamos, a vida que aceitamos. Logo não adianta só reclamarmos, cabe a nós escrevermos uma nova história, arregacarmos as mangas, rompermos ponto a ponto com o que ai esta estabelecido, abrindo mãos de prerrogativas que abusadamente vem disso tudo, e nos favotece. Quando vamos quebrar com tudo isso! quando tivermos a corágem de abrir mãos do que nos favorece e que escravisa o outro. Ai estaremos escrevendo uma nova página de nossa história.
Uma pena que as conquista sociais dos últimos 8 anos e a esperança de sua continuação, não tenha extirpado outro mal maior, tão excludente quanto a segregação racial e social: a corrupção. É doído ver que para acender ao poder os últimos governos incluindo Fhc, tenham sido coniventes e lenientes com ela. Tornando inatingível o sonho, senão livre dela, de ver penalizado impiedosamente de quem dela se utilize.
A palavra pragmatismo, tornou-se um eufemismo para corrupção. Tudo hoje é em nome do pragmatistimo, que para o Povo brasileiro tornou-se prag(a)matismo.
Olá Nino,leitores e funcionários da empresa bom dia!!!
Sou policial militar do estado de Minas Gerais e leitor assíduo desta revista.O artigo está muito bom porém como policial militar não posso concordar com o que você escreve no início do artigo, referente a abordagem policial
nos policiais militares não somos preconceituosos,durante uma ronda policial(patrulhamento preventivo melhor esclarecendo)abordamos qualquer cidadão em atitude suspeita, sem distinção de cor,ou raça.
uma abordagem policial e decidida se efetuada ou não diante das circunstancias de momento.
O Bolsa Família precisa, primeiro, fixar um princípio básico.
O valor do rendimento per capita não pode ser menor do que o equivalente a um maço de Marlboro.
Quando as vinte milhões de famílias da base da pirâmide social receberem, por dia, pelo menos R$ 4,50 equivalentes a um maço de Malboro, aí sim, poderemos falar, com seriedade, de que estamos fazendo o mínimo decente para erradicar a miséria.
Como dizia o maior dos Andradas: “Pergunta se os meninos estudam? Ora, perguntai, primeiro, se os meninos comem!”.
Sem a resposta posta à pergunta de Andrada feita no Império, impossível falar sobre “cidadania”.
Palestrar sobre racismo me parece dar ênfase a algo que não deve ser prioritário sob pena de nos empurrar para caminhos que não temos experiência suficiente como lidar.
O quwe temos é que inverter a opcão desse debate para a Educacão de Qualidaqde para todos e portanto oportunidade de crescimento como Cidadão…….., para toda a Sociedade…..!!!!!!
Agora é verdade que esse encaminhamento não pode ficar disassociado do enquadramento dessa Mídia que está aí!!!!!!
Todos somos racista, temos cultura racista, ser negro, para mim, é ser imagem e semelhança de Deus, como é o branco, o amarelo, enfim, todos os seres humanos. Quando vejo a referencia negro de “alma branca” fico a me perguntar; acreditam mesmo que negro ou negra e coisa ruim? eu não sei a cor da minha “alma ou áurea” talvez não seja branca! pode ser negra. Negra, branca, amarela… Não bastasse eu, negro, ser descriminado na sociedade pela cor da pele, agora também a cor da alma. Preconceito deveria ter limite, benza deus!
Mas, em nome de Yaveh, não vamos achar que as cotas nas universidades são parte de uma solução para isso…
Mino, gostei do artigo. O problema central é como modernizar uma sociedade que tem como lema: ” é preciso que tudo aparentemente mude para permanecer igual”. Eleger presidentes progressistas não implicam em transformações.Aqui, o prefeito de Vitória é um fiasco, porque esqueceu os compromissos históricos do PT, com saúde e educação. Torrou dinheiro público para agradar empreiteiras e correligionários.
Infelizmente no Brasil os textos e estudos sobre o tema são promovidos por descendentes de europeus não lusos. Somos nós que os defendemos e eles quando o fazem, sempre são vitimas permanentes em busca reparação. Ora, A formação do povo brasileiro não se restringe aos escritos de Darcy Ribeiro. Sua posição é ideológica ou de arrependimento pelos desmandos de seus antepassados que colonizaram e explorarem a nação e querem socializar os prejuizos que promoveram. Só para refrescar a memória do articulista: A partir de 1850 diversos outros povos, em sua maioria europeus aportaram no Brasil para substituição (porque?)da mão de obra escrava. Todos imigraram – sem educação, recursos materiais,ou seja, sem mala e sem cuia mas, com força e determinação superaram as diversidades na nova terra – São os alemães, os italiados, os japoneses, os ucranianos dentre outros que contribuíram e contribuem para o engrandecimento da nação.Todos vieram em condições miseráveis e para trabalhar nas lavouras, mas logo, se emanciparam. Penso que o primeiro passo é responsabilizar penal e fiscal a familia Real brasileira e os detentores de títulos nobiliários da época da monarquia, ou seja, seus descendentes que ainda usufruem de poder e de ganhos. Seus bens e benefícios devem ser desapropriados e os recursos obtidos aplicados em benefício daqueles que exploraram. Culpar toda a população é descabido e injusto. Fazemos a nossa parte; que fazem também aqueles que os exploraram. É so levantar nos cartórios e dioceses a relação dos propretários de escravos no perído de sua vigência convocá-los em juizo e na Receita Federal para tributar o seu patrimônio e o produto do tributo servir para aplicar na educação, em moradias e prover sua preparação educacional. Assim, aqueles que os exploraram promoveraão sua reparação e, consequentemente, se redimirão dos males que causaram. Senão, essa choraminguela vai perdurar por muitos e muitos seculos. Aja Saco!
È bem claro a escravidão no nosso país.Trabalhadores com jornada de trabalho extensa que nãó consegue ir para um banco de escola,chegam estafados por exercerem múltiplas funções e a falta de transporte adequada pois e lembrar vida de gado. são transportados iguais animais e muitas vezes ficam entalados na roleta que foram feitas para pessoas magras e terem que suportar o motorista estressado que cobra passagem emuitas vezes não tem dinheiro trocado.E o mal agindo no inconciente
de nosso povo onde o chicote a chibata estão funcionando ativamente.No mais nosso povo está se tornando agressivo sem saber porquê e o resultado taí nos jornais e tvs de nosso país e nas cadeias.
Querido Mino, quando você usa seu dom com as palavras para falar de escravidão e racismo no Brasil, meu coração bate mais forte e minha adoração por Carta Capital aumenta!
Queria apertar a sua mão! Lamentável que muitas pessoas não tenham a sensibilidade histórica presente no texto. Nota 10 para a capa da Carta desta semana. Um beijo!
Quanto ignorancia!
Colocar na escravidão a culpa da falta educação e escolas. E os europeus que vieram pro Brasil como escravos brancos.
Duante estes três séuclos de esvracidão que o artigo cita, qual era a população do Brasil ao final este cilco escravagista. Isto é un ranço pra dizer que a culpa é do branco e que os mesmos saõ feitores de escravos. Acordem!
Este país feito de pessoas não autócotones não deve jogar na culpa dessa casa grande. Afinal qual foi o papel dela na vida de milhões daqueles que hoje são brasileiros e que buscaram aqui um refugio e lutaram(não vou dizer luta), trabalharam duro e educaram seus filhos e netos para criar uma ação. Nesta palavra nação nos corações dos brasileiros qyue vindos e todas aa pártes do mundo não estava escrito ódio a uma raça, mas sim a esperança na educaçãoe no trabalho para construir um lar pros seus….
O Brasil possui a elite mais escrota do planeta!
Segredos dos EUA na relacao entre “white” (branco sem a mais minima descendencia negra), e “colored” (negros e pardos ate 1964, hoje “African-Americans”: Todos com a mais minima descendencia negra. Nao existe a categoria “pardo”.) Como explicado no meu comentario anterior: Como fato – e nao como propaganda ideologica: A “teroria” comunista da igualidad das racas – era propagandicada por o Partido Comunista de EUA – especialmente depois o derumbe de Wall Street 1929 a durante a “Great Depression”. Logo, a concorrencia internacional entre a movimento comunista mundial – e a ideologia “democratica” dos EUA – tinha forcado aos gobiernos de EUA de terminar o RACISMO OFICIAL (as Forcas Armadas foram divididos em regimentos “white”, “colored”, “Puertorican”, e Japones-Americano – ate 1948). As escolas foram “segregados” em muitos estados ate 1964, igual como as zonas “inmobiliarias”. – Mas – hoje ha muitos “negros” e “pardos” nos EUA que sao profesores universitarios, medicos, politicos nacionais, generais. AQUI ESTA O SEGREDO da diferencia historica entre EUA e o Brasil: No seculo 19, religiosos protestantes apoiaram a fundacao de “quasi-universidades” para os “colored” (negros e pardos). A mulher de Obama provem duma familia de escravos – ate 1850. Logo um deles tornou agricultor, e o filho dele asistiou um “seminario para sacerdotes presbyteranos negros/pardos” – e logo funciava como sacerdote prebyteriano em igrejas prebyteranas de negros/pardos. Assim – chegando ao seculo 20, existia nos EUA uma casta de universitarios negros/pardos, paralelo e separado a maioria da sociedad branca. Mas no Brasil, a omnipotente Igreja Catolica Romana – tinha outra ideologica acerca todos os intelectuais e universitarios – e o brasileiro de hoje tem de chegar a sua opiniao acerca a diferencias das historias na relacao das racas no Brasil e EUA.
Não compartilho dessa confiança. Não, a começar pelo apoio surdo a uníssono a alas escancaradamente racista que o próprio governo patrocina. Também não acredito que os lobos (brancos de olhos azuis) assentados em suas Casas de Engenho do bairro do Jardins, tenham em seus íntimos, qualquer sentimento de humanidade. Tolices. Já há quem diga que, em 2014 PT e PSDB formarão chapa única em 2014, em razão de um “reencontro” da atual presidenta com o (ex)presidente FHC. O Brasil, é verdade, está mal de opções políticas: ou se põe de um lado a centro-direita (PSDB/DEMO) ou põe-se, por outro lado, a centro-direita (PSDB/PT). Beco sem saída. Há quem veja alguma luz no fim do túnel da política brasileira. A luz eu até vejo, o que eu não vejo é o túnel.
Mino, vc como sempre, criativo e batendo em cima…Voltando aos tempos de João Goulart até agora, sempre desconfiei de que esta jogada de denunciar o “perigo” comunista aqui no Brasil sempre foi e é uma farsa das elites do país para continuar o regime de escravidão no Brasil.Quando é que o comunismo representou perigo REAL por aqui? Nunca!Os comunistas têm seus inocentes úteis, mas os anticomunistas também…Um abraço do Nilo Sérgio, BH.
O Brasil precisa de uma guerra civil urgente!
Parabéns Mino. Tal preconceito está tão arraigado em nossa sociedade que nem nos damos conta.
Sou natural de MS, branca de olhos esverdeados e casada c/ um decendente de italiano. Moramos em RR por 6 anos e ao chegar lá, achava estranho pessoas de pele escura em carrões e eu de moto. Achava que tinha algo errado na cena e não sabia o que.
Depois de um tempo consegui entender. Embora minha avó paterna tenha uma história forte de racismo contra ela.
Tenho sange de negro e índio. Nasci no meio do Pantanal sulmatogrossensse e tenho orgulho das minhas origens. Abraço
Regente,maestro,professor…A atualidade de seu texto e a importancia deste debate, nesta republica de cínicos e velhacos já esta mais que ná hora. E para O “sinhôzinho” Jair Ribeiro: É pra ter medo mesmo. Esta mais que na hora da reparação, que se não vier pela via institucional, será feita pela força, em uma rua escura ou iluminada . Esta mais que na hora de repartir o patrimonio que a elite branca, dominante amealhou e continua amealhando nestes seculos de escravidão e sevicias. Liberdade dos negros no brasil ainda esta por acontecer de fato.
“A escravidão Permanecerá por muito tempo ainda como caracteristica nacional…”Castro Alves.
Jair ! eu consigo imaginar a tua “ginga” de Afrikainer, não com um baseado mais com um chicote ou casetete na mão (?)…e me dá nojo e repulsa. Fuja cordeiro saboroso!Você e este ocidente não são realmente nada, nada sem as mãos e mentes dos que apesar,das chibatas,pedras e fogo ainda carnavalizam a dor. Liberdades civis sem liberdade econômica e cultural são apenas farça histórica.
“…a conquista da consciência da cidadania, que há de ser o objetivo decisivo”.
Com esse sistema educacional tão enfraquecido, nas últimas décadas, como fazer o povo aprender o que é, realmente,cidadania?…. como mostrar, aos menos favorecidos, a forma de combater os desmandos e descasos que nos levam ao, lamentável, topo do mundo, no que diz respeito aos vários tipos de escravidão ainda existentes, no Brasil?
Nada mais nobre e de imenso efeito de marketing pessoal dizer que é contra o racismo, e concequentemente necessário, que o racismo existe, é intenso e velado. Tendo em vista que uma pessoa realmente racista não tem lugar no mundo civilizado, cabe chamar de racista todo aquele que questionar os argumentos, para que possamos exercer nossa nobreza.
Se alguém aqui lembrar que a maioria dos “brancos” das estatísticas brasileiras não é branco, mas miscigenado de pele mais clara (mulato, indígina ou outro) , é racista – Os jogadores Ronaldo e Neymar, por exemplo se declaram brancos;
Que da mesma forma, muitos dos chamados negros são mestiços também, é racista;
Se alguém lembrar que os brancos do sul são descendentes de imigrantes de vários países da Europa, inclusive do leste europeu, vieram tentar a vida no Brasil pobres e depois do fim da escravidão, é racista;
Que os donos de escravos eram da aristocracia portuguesa, logo não eram loiros de olhos azuis como querem aqui, e muitos de seus descendentes são os atuais “donos” da política local e em Brasilia;
Que quem capturava e vendia os escravos na África eram negros;
E em relação à hipocrisia, talvez bastasse que os “negros” não tivessem preconceito em relação aos “negros”
Sinceramente, não acredito de forma alguma que a associação do branco com pureza e paz derive do racismo eurocêntrico. O branco é uma cor existente há muito em todo canto do mundo e é associado com os mais diversos símbolos e sentimentos. Na África, e isso bem antes de o colonialismo influenciar negativamente as culturas nativas do continente, o branco era há muito símbolo de pureza, de bondade, de paz. As religiões africanas, como o candomblé derivado das crenças seculares africanas, utiliza muito o branco nas vestimentas sacerdotais.
Além disso, os africanos originalmente não tendiam a se ver como “negros” nem os europeus como “brancos”, mas, pelo contrário, o conceito de raças estanques não existia. Os africanos tendiam a ver, com razão, vários matizes de “raças” em seu continente, pois de fato há muitas variantes de tom de pele ao longo da África, desde os brancos que não são nada europeus, como berberes e árabes do Norte, até mulatos de cor achocolatada da Etiópia e até negros de pele muito escura na África equatorial. Por sua vez, os mesmos africanos não tendiam a enxergar os europeus como propriamente “brancos”, sendo famosa a citação de um líder sul-africano que afirmou que, para eles, os autodeclarados “brancos” estavam muito mais para “gente rósea ou gente amarela”, e não uma só raça.
Não é possível imaginar, seriamente, que toda associação com o branco é de base racista. Isso é alargar demais o problema do racismo, e quando a gente perde o foco do que importa realmente acaba se esquecendo do essencial e tornando mais difícil a solução da questão.
Prezado jornalista, a primeira coisa a dizer é que realmente o escravidão é algo horrível e abominável, mas não sei se é isso que vinca a sociedade brasileira.
Algumas coisas que não se fala:
-recente pesquisa do IBGE, creio que o resultado é de quinze dias atrás, mostra que no Brasil mesmo as pessoas que se consideram negras tem mais “sangue” europeu que africano – ora se voce tem mais de quatro gerações em terras brasileiras e se julga totalmente branco – um exame de DNA poderá dizer que esta errado;
- quem capturava e vendia os negros aos europeus eram os próprios negros, aliás em algumas regiões da Africa ainda fazem isso;
- na Europa antiga principalmente na Itália, havia mais escravos que homens livres, aliás escravos de todas as cores e eu não vejo o povo europeu vincado por isso;
- escravos existem desde os tempos remotos – os egípcios não escravizaram os judeus por mais de 400 anos? Depois os romanos não os espalharam pelo mundo (diáspora), e eles estão aí brigando por aquele pedaço de terra seca e sem petróleo como as dos vizinhos e ao invés de se lamuriar possuem a maior coleção de ganhadores de prêmio Nobel do planeta.
Com relação a “elite” da casa grande, eu pergunto: que elite? Ora, basta ler um pouco de história para saber que ELITE Portugal nos mandou: limpou cadeias, hospitais e zonas e despejou aqui.Duvidam? Façam uma pesquisa nos arquivos portugueses e ficarão chocados.
Concordo com todo o artigo, exceto na parte que involuntariamente esquece que uma parte significativa dos imigrantes europeus que veio para cá não eram senhores exploradores, e sim camponeses miseráveis e também explorados – em moldes diferentes e menos cruéis, evidentemente – que saíam de sua terra em busca de um vago sonho de riqueza ou simplesmente de terras mais abundantes. Foram no mínimo 6 milhões os europeus que, ao longo da História, vieram para o Brasil, e é muito claro que a imensa maioria desses não era formada de privilegiados e exploradores da casa grande. A questão social no Brasil é profundamente marcada pelo racismo e pela herança da escravidão, mas ela não se resume a isso, mesmo porque a escravidão sozinha não explicaria como, para usar um exemplo, vastas regiões do Sertão do Nordeste que dependeram muito pouco da escravidão são mais pobres que a Bahia ou Rio de Janeiro, polos centrais do trabalho escravocrata no Brasil, e apresentam altíssima desigualdade.
Além disso, resumir a questão da pobreza ao racismo no Brasil deixa de fora milhões de brancos e descendentes de europeus (que, hoje miscigenados, podem bem ser pardos, mas descendem em parte maior ou menor de pessoas europeias que também não foram nada favorecidas pelo Estado injusto e elitista) que ainda hoje são assolados pelos males da miséria. Não são poucos. O sertão do Nordeste, por exemplo, tem algo como 1/3 de população branca – boa parte pobre – e isso não impediu a região de ser mais miserável que qualquer outra do Brasil atual.
Portanto, vejamos o caminho da justiça racial sem esquecer que, no Brasil, nunca deixou de sobrar “um pouco” de injustiça, desfavorecimento e empecilho também a grande parte dos brancos. Os pardos de hoje do Brasil, que são a maioria da população pobre ou não, descendem, por óbvio, não só de africanos, mas também de brancos, e a grande parte desses brancos não eram senhores das fazendas, mas camponeses, trabalhadores domésticos, feitores, todos sob a mesma tutela poderosa dos coronéis.
Estamos longe de alcançar uma sociedade justa e sem racismo, a prova disso foi uma semana atrás nos trending topics worldwide do twitter #pretofobia, o que era para ser uma “campanha” via twitter contra o preconceito, virou uma série de piadas preconceituosas e racistas. A hashtag foi retirada pelo twitter, mas o tempo que durou já foi o suficiente para saber que o Brasil é MUITO, mas MUITO RACISTA ainda.
E ótimo artigo. Não gosto do Brasil, não é o pior país do mundo, pelo contrário tem um ótimo clima, mas tem um povo que não tem o mínimo de respeito um com outro, é violento e racista.
Abraço.
[...] pág. 12 da Carta Capital que chega hoje às bancas, Mino Carta (“A maior desgraça – três séculos de escravidão vincam até hoje os comportamentos da socieda…); e Cynara Menezes, na pág. 24 (“Ecos da escravidão – nunca o fosso entre a segurança dos [...]
Parabéns à Carta Capital por deixar claro qual é o papel da imprensa! Discutir os problemas da nação e suas soluções é a forma civilizatória de evoluir em direitos individuais e coletivos.
É fundamental combater o excesso de pobreza pois é a única forma de permitir que a população consiga ultrapassar o círculo vicioso da escolarização sem aprendizagem. O analfabeto funcional não é assim porque gosta: ele tem outros tipos de urgências a resolver que o impedem de refletir e reformular seus pensamentos e sua própria vida; para ajudar temos uma forte cultura religiosa que prima em fortalecer o sentimento de subserviência e resignação.
Temos que lembrar a cada oportunidade na presença de colegas, amigos e familiares que nosso melhor presidente em toda a história foi o Lula da Silva! Existe claramente uma tentativa de apagá-lo ou diminuir sua influência na conquista da cidadania e de respeito pelos demais parceiros internacionais. Foi mantendo a cabeça alta e cortando arrecadação que passamos pela maior crise econômica dos últimos 80 anos, e não baixando a cabeça e implorando mmisericórdia a banqueiros europeus e americanos.
Pobres brancos e negros são todos “pretos” e associados à servidão; é assim no Brasil e em muitos outros lugares, mas aqui temos a oportunidade de mudar isso: com trabalho, seriedade e felicidade em construir uma sociedade mais igualitária.
Bastante contundente a sua narrativa, retrata a realidade, ja disse que o Brasil não é a India, mas é um pais de castas,onde o juiz facilita a vaga de juiz para filho ou parente, professor universitario,idem, diretor de orgãos públicos, fazem o mesmo, como os negros não tiveram acesso estes cargos, não têm ninguem para ajuda-los, fica dificil furar este bloqueio,perpetuando-se assim esta engrenagem perversa, onde a elite mantem seu territorio pr
otegido.
O Jair do pastelão você misturou tudo e fez um pastel venenoso, O Ministério da Saúde adverte ler seus comentário faz mal à saúde.
Adorei o texto do Mino de também do leitor acima:João Maria. Um abraço pros dois.
O sr. Luca disse ¨O Brasil precisa de igualdade¨ tudo bem isso já está na constituiçao. E como fica o sujeito que tem atrás de si toda uma história de escravidão, discriminaçao, numa sociedade discriminatória, uma polícia como a nossa. A igualdade diante de tão grande desigualdade é uma INJUSTIÇA. Há um grande trabalho pela frente, como disse o Mino Carta. O resgate da identidade do negro, que há tão pouco tempo sequer via seu rosto em uma revista, e, aparecia em um livro (só aparecia nas páginas policiais).Era uma figura apagada de nossos meios de comunicação. Aparecia também nos filmes, como o sujeito bobo ,engraçado a fazer micagens.As bonecas sempre brancas. Ah! Brasil quanta coisa você deve aos nossos negros, que têm como ¨ monumento as pedras pisadas do cais¨
(como diz João Bosco), mas isso ñão faz tanto tempo.
Triste realidade brasileira, que tem orgulho de ser brasileiro, mas que não consegue abrir a boca para exigir. A blogosfera aliada da presidenta está celebrando o novo salário como vitória do poder de articulaçao politica da Dilma, e resaltando o novo reajuste do Bolsa-familia. Posso até admitir a minha falta de savoir-faire politico, mas a presidenta sequer se manisfetou sobre o aumento dos parlamentares, o que pra mim é imperdoavel. Em qualquer outro lugar do mundo isso faria uma revolta popular !
Fica a sugestão: vamos ameaçar essa gente ! Nas próximas eleições, não vamos votar no Tiririca: Vamos anular o voto para os parlamentares.
Porque ser cristão é saber que não se pode conseguir uma sociedade justa com meios injustos (Jacques Ellul).
Nossa sociedade é tão hipócrita que enquanto às faculdades federais gratuitas tinham acesso 100% de estudantes brancos, ela se calou, ficou caladinha. Quando se pediu um pouco de justiça foi aquela gritaria!
Dizer que no Brasil não tem racismo não é desconhecimento é canalhice mesmo.
Qualquer pessoa de boa vontade, que não seja racista, só de olhar para as esquinas onde estão os sem teto, para os pontos onde os drogados se alojam, poderá contabilizar a diferença entre brancos e negros.
O Brasil foi o último país no mundo a abolir a escravatura de forma oficial. No Brasil ainda transitam escravos, principalmente em fazendas pelo interiores a fora, muitos de nossa “elite” fazem vista grossa, outros são os próprios escravagistas.
Em desacordo com a ideia do leitor Wank Carmo digo o seguinte.
O ato de raspar o cabelo, ou mesmo alisar, não faz referência de que os negros tenham vergonha do que a natureza lhes deu.
Assim como eu, que sou negra, me incomodo toda vez com a mesma piadinha quando digo que não aprecio pagode e não sei sambar “Mas como assim você não sabe sambar¿” .
Ter outras escolhas(livre-arbítrio) não significa negar a nossa raça, mas sim aproveitar as oportunidades, estéticas/culturais que o país nos proporciona.
Li os comentários a respeito do artigo e me cansa ver que em muitos as pessoas continuam repetindo, repetindo e repetindo o famigerado mito da democracia racial: “acredito que a discriminação definitivamente não está na cor da pele, e sim no nivel social ocupado por cada um, no meio ao qual estão inseridos, ao sobrenome que carregam, ao “status” que possuem”. É…racistas,criadores de caso e ressentidos sempre seremos nós negr@s. É…por um longo tempo somente nós saberemos o peso dos trezentos anos de escravidão – “a maior desgraça”.
Grande texto! Expressa com clareza e exatidão o que todos veem… A tempos venho defendendo esse ponto, mas expor isso entre os intelectualoides é feio e anti poético-nacionalista.
“Sem esquecer que o alvo principal fica mais adiante.”
[...] A maior desgraça por Mino Carta, na CartaCapital [...]
Pena afiada e certeira. Texto brilhante, parabéns!
Parabens Mino!!!!!!
Voce acabou de descobrir o Brasil.
Convém que Mino Carta esquente o debate do racismo nessa questão da violência. Mas por que Mino não lembra a incompetência do governo petista nessa área? A violência explodiu na Bahia do PT! E o nordeste dos aliados de Lula vive uma crise espantosa na segurança pública.
Enquanto isso, São Paulo diminuiu em 70% os assassinatos. Mino não comenta isso? São Paulo é um lugar seguro? Evidente que não, mas é a capital menos violenta para os jovens deste país.
Enquanto o índice chega a 70 ou 80 para cada 100 mil habitantes em Salvador e Maceió, em sampa chega em 10.
O pior legado do governo petista é a segurança pública.
Os negros e os brancos estão morrendo graças ao Nunca Dantes!
É lamentável vermos nossos governantes se elegerem e relegerem-se nas custas da industria do analfabetismo e da fome. Líderes que surgem com fome de riqueza as custas dos mais necessitados. Somos uma nação de gente honesta, mas que se mostra ao mundo em demagogia comprada com nosso suor.
Sei que deste plano nada levamos, sei também que as leis que regem o plano superior, são as leis que vão nos equiparar. Na erraticidade vamos lembrar e reconhecer o que aqui fizemos. Sei que as leis que regem o plano superior vão nos devolver a este plano do mesmo modo que fomos, sem nada, mas agora com dívidas que têm que ser pagas. Somente isto me faz viver sem armas na mão, o que acredito que o povo Brasileiro também pensa.
Aqui no sul do Brasil os negros, filhos de pai de família, precisam andar com a nota fiscal da bicicleta para não serem “abatidos” por policiais. A perversidade não está só no nordeste…ela é mais intensa onde tem um maior número agraciados financeiramente. A arrogância aberrante e corriqueira do sul do Brasil, teve como consequência a atitude de um senhor de 40 anos atropelando ciclistas. Esse é só um caso entre muitos. Agora tá na moda ir para tratamento psiquiátrico para justificar a violência e a perversidade e ganhar vantagens sobre o direito penal. Culpar a sociedade também funciona nesses casos aberrantes.
O preconceito racial é de uma estupidez inconcebível. Mas, quando nos deparamos com tantos estereótipos, tais como, a pomba da paz é branca, Deus é branco e tantos outros exemplos de que a cor branca é a tal, que culturalmente incentivamos esse preconceito.
Eleger um mandatário negro ou alguém de origem pobre ou uma mulher não é garantia de absolutamente nada. O sistema criado ao longo do tempo engole a todos, indiscriminadamente. Se tem algo que só muda nas aparências esse algo chama-se SISTEMA DE PODER DE CLASSES.
O mundo se escandalizou com o massacre dos judeus durante a segunda guerra mundial, no entanto a ONU obrigou a Alemanha indenizar com cifras milionárias todos os judeus que de uma maneira ou de outra foram prejudicados pelo holocausto. Uma medida justa e acertada da ONU, quero deixar isso bem claro, não concordo e não aceito os métodos de Hitler, um louco que vitimou milhares de inocentes.
Agora eu me pergunto a ONU obrigou algum pais a indenizar os NEGROS, aqui no Brasil por mais de três décadas este povo foi escravizado, torturados, estuprados, mutilados, ECT… Se hoje somos uma grande nação, devemos ao trabalho dos nossos escravos, que com seus suores e sangue irrigaram as fazendas dos coronéis, trazendo riquezas e divisas para o Brasil colonial.
Espero que a presidente Dilma incremente políticas voltadas a valorização do negro na sociedade, o não se pode aceitar e ver o negro as margens da sociedade.
Caro Mino, o seu artigo, é muito esclarecedor. Até o presente momento, nenhum orgão da imprensa oficial ou privada fez uma descrição tão verdadeira. Foi na década de oitenta, que os negros deram início verdadeiro a um grande trabalho e cruzada orientando me unindo os negros de todo o país e traços culturais. Algumas realizaçoes ocorreram no encorajamento, na auto-estima e na organização em todo o Brasil de vários grupos em defeza da cidadania do povo negro. O senhor bem acentuou e com precisão o empenho do Presidente Lula para melhorar a vida de muitos e muitos condenados a miséria e ao descaso, sendo o povo negro em sua maioria, e são aqueles que justamente são condenados pela justiça brasileira, são os habitantes da periferia os que frequentam o ensino público de péssima qualidade, onde aqui em São Paulo, a ordem dos governos desde os anos noventa é aprovar os alunos em qualquer situaçaõ, a chamada promoção automática da secretaria da educação diplomando com o ensino médio tantos afrodescendentes que nada aprenderam e não foram ou estão habilitados pra o exercicio de qualquer função que exija um pouco de qualificação . E o governador foi eleito por mais quatro anos pelo mesmo partido massificando pobres , negros em sua maioria.. O presidente Lula deu um grande passo ao indicar para o Supremo Tribunal Federal o primeiro negro o Dr Joaquim Barbosa que a mídia nativa detesta. Não sei se é do conhecimento do senhor, que o conselho federal de educação teve até o presente momento apenas uma negra a integrá-lo por dois anos, a Prof. Dra Petronilha, que muito contribui e contribue com o processo de conscientização sdo negro do fundamental á universidade. No entanto o seu artigo nós do moviemnto negro, denominamos tais pessoas de negros honorários, e o senhor a meu ver é um deles . Abraços e felicidades. Tarcisio
Fico impressionada, apesar de sua tragetória profissional, com sua visão dura,realista de nosso Povo, de nosso País. Para um homem que pertence a esta digamos, estrutura escravagista. Infelizmente continuamos os mesmos – foram e continua sendo alguns herdeiros da Casa Grande, que se propõem a proibir o chicote, a semear a consciencia da busca pela libertação. Suas palavras grafadas duramente, chega a doer em meu coração, pois não vejo no horizonte, a possibilidade dos herdeiros da Senzala, se tornarem verdadeiros cidadãos Brasileiros. Nem a Esquerda quer mais esta missão. Hoje ela faz parte dos “empenhados em chegar lá”.
Esse magnífico texto fará com que os racistas de país inteiro, escondidos dentro do armário, deixem escorrer o veneno de suas presa.
Um dia desses via um grupo de músicos negros cariocas no programa de Regina Casé. Detalhe: todos de cabeça raspada no estudio da senzala global.
Meus caros negros mostrem seus cabelos enroladinhos como a lã do carneiro e lembrem-se que, vergonha, quem deve sentir é o capitão do mato de pele clara que dá preferência à gente da sua tribo na hora de escolher entre um branco e um negro. A TIM italiana acha que resolveu o problema, mandando pitar os branquelos modelos de azul e lavou as mãos nas águas da razão cínica.
Sejamos honrados e defendamos todos excluídos deste país descaradamente racista, intruindo-nos estudando as grandes lideranças negras.
Senhor Mino Carta, seu excelente texto, será aproveitado para abrir mentes revolucionárias. Afinal, sempre estivemos em guerra silenciosa contra a opressão da “casa”.
A subjetividade do racismo brasileiro é redundantemente subjetiva! Como assim? É simples o grande mérito – se é que se pode dizer isto – do modelo de racismo no Brasil não é ser um soft racismo que fica nas entrelinhas, muito pelo contrario pois o mesmo é explicito, escancarado ou melhor é objetivo pois pode ser comtemplado por quem quer que seja e qualquer aspecto desde que se quebre a sua estrutura mantenedora e esta não é nada mais do que o discurso dificil de se engolir, mas que têem nos enfiado goela abaixo por muito tempo de que este ou não existe ou é não é de facíl verificação.
Para tanto sugiro um exercicio de observação simples, basta que qualquer um amanhã na rua o faça sem muito esforço é só observar e quantificar sem nenhuma a presunção a cietificidade:
1.Quantos Médicos negros vc conhece ou já viu?
2.Quantos presos negros destes que aparecem nos programas de meio-dia vc já viu?
3.Quantos Ministros negros tem o Gov. Dilma ou Gov. do estado onde vc mora?
4.Quantos garis negros vc já viu? Vc já olhou no rosto de um profissional de limpeza alguma vez?
5.Quantos banqueiros negros vc já viu?
6.Quantos jogadores negros de futebol? E técnicos? E quantos se casaram com mulheres loiras p exibilas junto com suas joias e carros?
7.Quantos apresentad@rs negr@s vc já viu na tv?
8.Quantas apresentador@s lour@s?
9.Vc acha que se fosse negr@ sua vida seria mais dificil ou simplesmente a mesma coisa?
10.Vc acha que há algum beneficio em ser branco – mesmo que apenas fenotipicamente – no Brasil?
Me desculpem pelo comentário longo, por alguns sinais q sumiram e divirtam-se com essa pequena brincaderinha q sugeri.
Só não concordo com a ultima parte: não confio neste governo, embora o tenha defendido ingênuamente durante a campanha eleitoral (em parte estimulado negativamente pelo discurso ultra-reacionário do candidato Serra) e até um pouco depois. por mais que eu simpatizasse muito mais com o programa e argumentos do Plínio de Arruda Sampaio. Acreditei mesmo que o aumento da bancada do Pt daria a oportunidade de ampliar e aprofundar as reformas sociais. Só que um pouco mais de análise, reflexão, e a saída de Serra e seu discurso semifascista de cena me fizeram perceber que Dilma, Marina e Serra compartilhavam basicamente o mesmo projeto e representavam os mesmos interesses, disputando entre si apenas para ver quem era capaz de emprestar uma maior legitimidade popular, pela via do voto, a este mesmo programa político que privilegia os interesses do agronegócio, do capital financeiro internacional e dos próprios políticos oligárquicos à lá Sarney, Collor, Barbalho, etc., enfim, o PMDB, que, não custa lembrar, foi aliado (e cliente) de TODOS os governos desde 1985, trocando cargos e verbas por apoio político. O PT foi mais habilidoso, exatamente ao combinar o domínio de facto da mesma elite ruralista-financeira uma aura e vocabulário “populares”.
Bravo Mino! Seria impossível abordar esse assunto com maior concisão, clareza e precisão. Sua pena está sempre afinada com a alma do Brasil. Parabéns!
Belo artigo de Mino Carta, qual a novidade? o silêncio absoluto sobre a temática preconceito racial. Entretanto, quando nos defrontamos com uma pessoa de cor negra, no íntimo mesmo ficamos pelo menos assustados, com medo. A ideologia “café com leite” descarta a existência de racismo no Brasil, enquanto isso as cadeias vivem abarrotadas dos escravos decendentes, que suavisamos chamando-os ” afrodescendentes”, alegres e cordiais!
CORRIGINDO MEU COMENTÁRIO ANTERIOR: Minha postura autodidata ME RENDEU aprovações nos vestibulares dificílimos disputados entRE aqueles bem posicionados na sociedade do RN, mas sempre os deixei para trás.
Imagine se não tivesse o Bolsa Família, FUNDEB o PROUNI, a criação de 14 Universidades Federais, mais de 250 Escolas Técnicas. Em termos de educação o Brasil nos últimos 7 anos está trilhando um caminho promissor, porém no quesito discriminação racial ainda temos um longo caminho a percorrer e justamente, é onde entra a criação dessa infraestrutura educacional do LULA. Cada vez mais pardos, negros e brancos de baixa renda têm mais acesso à educação de qualidade, principalmente à universidade.
Sempre fui um aluno de escola pública e desde cedo aprendi que naquela época (década de 70) meu melhor professor era eu mesmo. Sabia que tinha que me desdobrar para achar livros para estudar e cobrir as deficiências da escola públlica. Minha postura autodidata não me rendeu aprovaçlões nos vestibulares dificílimos disputados enter aqueles bem posicionados na sociedade do RN, mas sempre os deixei para trás. É tanto que me graduei várias vezes só prque uma vez ouvi na TV que o percentual de negros e pardos nas universidades até bem pouco tempo era apenas de 2%. Fico feliz pelo governo LULA ter os programas sociais que criou, os mesmos já apresentam seus resultados positivos com milhares de jóvens de todas as etinais obtendo títilos de graduação graças aos ambicioso programa educacionais criados e executados pelo GOVERNO DO PT, EM ESPECIAL DO PRESIDENTE LULA. Aliás, vamos deixar de frescura: O ÚNICO PRESIDENTE DE VERDADE QUE O BRASIL TEVE FOI O LULA, O RESTO FORAM APENAS BUFÕES SERVIÇAIS DO TIO SAM, UNS MEQUETREFES QUE NÃO MERECEM SER CHAMADOS DE PRESIDENTE COMO A GLOBO INSISTE EM CHAMAR FHC E OS DEMAIS.
Querei saber disto ou nao: O que mais que tudo tinha mudado o racismo OFICIAL e omnipresente nos EUA – tem sido a concorrencia ideologica com a teoria comunista internacional de igualidad das racas. Na decada da “Great Depression” despois 1929, o partido comunista en EUA tinha muito influencia nos sindicatos e nas universidades. Isto inicio o “Social Security” 1936 – pensoes para idosos (existia na Alemanha antes de 1890!) – e outras inovacoes sociais. A concorrencia na “Guerra das Ideologias” (Guerra Fria) forzou os politicos dos EUA de terminar o racismo OFICIAL: Escolas separadas para “whites” e “colored” (todos negros e pardos). Em Texas e outras estados do suroeste – tambem foram escolas separadas para os “Mexican-American” (hoje “Hispanic/Latino” – mesticos e indigenas provenientes da cultura colonial espanola. A “segregation” tambem era rigida no mercado inmobiliaria – geralmente ninguem que nao era “white” (branco) podia morar ou comprar num bairro de brancos. Ate 1948 ainda existiam “lynchings” (mais do que 4000 desde 1884) – a tortura e assassinado de “coloreds” por o “povo branco” na rua: Qeimados, torturados, desmembrados, emasculados, aforcados. Na decada de 1950 e 1960 muitos foram assassinados nas lutas para os direitos civeis. Ate 1967, foram proibidos em 17 estados os casamentos entre brancos e outras racas (8 anos de penitenciario na Estado de Alabama!). Somente em 1964 a legislacao formou leis para estabelecer os direitos para todos. As Forcas Armadas dos EUA foram “segregated” ate 1948. EUA chegou a liberar Europa dos Nazis em 1944 com regimentos separados: “White”, “Colored” (Negro e Pardo), ” Nissei” (Japones-American e Chineses), “Guardia Nacional de Puerto Rico” (da colonia Puerto Rico dos EUA no Caribe. “Latinos” misturados entre indigenas, brancos, negros.)
E na origem de tudo tivemos que suportar os atrasados Bragancas…….!!!!!!
parabens sr mino e obrigado pela lucidez dos seus textos .e também pelo sr: respeitar o cidadão que dar o retorno na sua coluna.
não que deixem de ser justificadas, mas, as bandeiras das minorias – racial, gênero, preferência sexual, utilização de maconha e outros narcóticos – é tolerada, e até estimulada, pois dá vazão a necessidade de se lidar, enfrentar a realidade de exploração e polarização do nosso querido sistema alienador. o importante é fazer uma cortina de fumaça – e evitar, a todo custo, via desmobilização, a bandeira da maioria trabalhadora. o mundo aprendeu, saravá, revolução comunista nunca mais!
Caro Mino,
Sim, a escravidão marcou profundamente a sociedade brasileira, que é expressa principalmente na falta de oportunidades. As oportunidades devem ser iguais para que os talentos sejam aproveitados e se desenvolvam. Os TALENTOS, não todos, idenpendente de classe social, raça ou fenótipo, ou o que seja.
O preconceito está arraigado na nossa sociedade, que é uma sociedade de mestiços. Mas você pode dizer que os ditos brancos formam uma casta socialmente privilegiada, enquanto os ditos negros permanecem subjugados formando a base da pirâmide social sem possibilidade de ascenção, herança da escravatura. Lembremo-nos, no entanto, que os escravos africanos eram traficados pelos portugueses, mas escravizados e vendidos por tribos africanas rivais, e que os índios eram escravizados pelos bandeirantes, que eram mestiços. Além disso, os imigrantes especialmente, italianos, que eram em sua maioria extremamente ignorantes, e japoneses assumiram o lugar dos escravos no trabalho em condição de semi-escravidão, ou servidão. Os descentes destes imigrantes, hoje, em grande parte
ascenderam socialmente, e possivelmente são culpados pela escravidão e pelas mazelas decorrentes.
O povo brasileiro é mestiço e preconceituoso, ora se acham brancos, ora se acham negros, afinal considera-se feio ter a pele branca, mas ninquem quer ser chamando de preto, é preconceito. No entanto, é “cool” falar em ação positiva, e simploriamente atribuir a responsabilidade de sua própria situação inteiramente a outrem. Sinceramente, Mino, respeitosamente, considero este seu artigo bastante negativo.
Prezado, o problema do passado escravista e seu legado nefasto “nunca foi enfrentado com o ímpeto e a determinação necessários” por causa de visões simplistas como a sua. A dicotomia casa grande/senzala é um engodo. O senhor de engenho escravizava e torturava não apenas os negros da senzala, mas também sua própria esposa, filhos, eventuais trabalhadores livres, qualquer um que estivesse dentro do seu raio de influência, independentemente da cor da pele e mesmo de laços familiares. Tudo isso, como é óbvio, sob a chancela do Catolicismo, credo que elevou a tortura e o desrespeito dos direitos humanos à categoria de arte muito antes de existir “Brasil”.
Os brasileiros preferimos varrer para debaixo do tapete o legado da escravidão porque as crenças subjacentes a ela persistem e ainda plasmam a sociedade brasileira; neutralizar de vez esse legado exigiria admitir sem rodeios que a cultura brasileira não presta, que precisa ser refeita desde os alicerces, e então tomar as medidas necessárias para essa reforma cultural. Mas esquerdopatas como os frequentadores de sites como este não admitem sequer a óbvia superioridade de algumas culturas sobre outras, quanto mais admitir que esta cultura aqui, que bem ou mal permite que se ganhe a vida escrevendo asneiras comunistóides, precisa ser implodida e substituída por outra.
Caro Luca (3 de março de 2011 às 11:24)
O escuro do beco que assusta, como você disse, é o mesmo negrume que rodeia o nosso sono e que ameniza nosso cansaço (Eclea Bosi). Concordo contigo quando afirma que precisamos de uma sociedade justa, e a reparação austera é parte disso.
Como é difícil para o Brasil se transformar em essência, e não só em tecnologias e redes sociais.
Os racistas de plantão, enfiados nos seus armários devem estar sentindo o veneno escorrer de suas presas. Né paulista racista?
Mas não é só sampa não. Na amazonia tem racismo.
Vi no programa de Regina Casé, músicos cariocas negros de cabeças raspadas.Pareciam o Kojak.
Deixem vosso cabelos crespos e enrroladinhos como a lã do carneiro, crescerem. Estudem Malcolm X, Black Panther, Zumbi. Honrem o sofrimento de seus antepassados e o de vocês também.
Imprimam este texto e leiam para vosso filhos e irmão e tirem o vinco da vergonha da mente, pois quem deve carregá-lo é o branco que reserva os melhores postos de trabalho para o parceiro pele branca.
Acordem que estamos em guerra, meu pobre, minha querida prostituta nordestina, meu negro favelado, minha operária negra e cansada.
Quanto ao texto, senhor Mino, será impresso e darei para alguns revolucionários incendiarem o debate em sala de aula. Isto é o que eu chamo de munição bem empregada.
Esta é uma mensagem que pode ser interpretada como um pedido de ajuda de um povo irmão que há mais de trinta (30) anos vive sofocado pela corrupção, pela mentira e pelo descaramento de políticos larápios e ladrões.Esse povo é o povo Angolano, que a história quis que um dia fossemos irmãos( do Brasil). Não sei se Minos Carta vai conseguir ler essa mensagem, mas quem conseguir e bater o olho nela, por favor, repasse a mesma por todos os canais possíveis.
Nosso pedido, os Angolanos na Diáspora, assim se consideram todos os angolanos que vivem no estrangeiro, vêm por esse meio pedir a todos os meios de comunicação brasileiros que dêem, nas suas possibilidades, cobertura especial aos acontecimentos e fatos políticos que vêm acontecendo naquele país ( Angola). E também estamos aqui para denunciar que o governo corrupto do mesmo país está tentando sofocar as manifestações que poderam ser organizadas pela sociedade civil a partir do dia 7, uns ainda não tendo certeza em que dia poderá se realizar a mesma manifestação chamam de “a manifestação do Dia D”.
Mais do que nunca esperamos a vossa colaboração na construção de um Mundo melhor onde cada vez mais povos e nações possam integrar-se a comunidade das nações e povos democráticos.
o preconceito existe no Brasil não só em relação aos negros mas em relação aos Nordestinos, Indigenas e Nortistas. A pessoa pra ser 100% “gente” neste Brasil deve morar nas regiões Sul ou Sudeste, ser branca, cabelo liso e gostar da Rede Plim Plim de Televisão bem como ser um assíduo leitor da VEJA. As pessoas hipócritas gostam de mascarar a coisa, mas é assim que a banda toca, no mais quero parabenizar o Mino por mais uma vez assumir sua posição em relação ao atual Governo da Presidenta Dilma, outros meios de comunicação deveriam sair de cima do muro ao menos…..
Parabéns, compartilho da mesma visão Mino ! O preconceito racial no Brasil pra mim é nítido, assim como o social. A desigualdade econômica e social devido a cor vem desde a escravidão. E a alforria deu a ilusão de igualdade para todos. Isso não é possível com vários séculos de domínio majoritário branco, no qual as riquezas econômicas ficaram nas mãos destes, assim como valores e pensamentos hegemônicos de uma elite branca foram incrustados na sociedade brasileira.
Caro Mino, grata por nos brindar com sua lucidez. É preciso mais que constatar, é preciso que objetivamente assumamos essa causa (como Carta Capital o faz), buscando ações nessa direção. É isso que acho que eu tenho que fazer. Grande abraço.
Se a discriminação não está na cor da pele então por que eu nunca vi um médico negro na minha vida? Já enfermeiras negras vejo aos montes…
Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, o racismo no Brasil é de cunho subjetivo, fomentado em grande parte pela hipocrisia que conduz nossas relações sociais.
Nos Estados Unidos, essa doença da alma, foi enfrentada com mais foco, por mulheres e homens de coragem, como: Rosa Parcks e Luter King. E graças a Deus lograram sucesso, pois apesar dos passivos, elegeram Obama com os votos da população branca estadunidense (maioria demográfica).
Aqui no Brasil, acredita-se na tal democracia racial propalada por FHC, intelectual que teve o grande mérito de quebrar o país três vezes, e que num ato de extrema humildade, chegou a admitir que também tem um pé na cozinha. Logo ele, um prícipe.
A respeito de Gilberto Freire que cunhou esta consideração, leiam a crítica de Josué de Castro no livro Geografia da Fome, sobre a o obra Casa Grande e Senzala.
Os pilares da desigualdade brasileira se sustentam em tres fatores: hipocrisia, demagogia política e total falta de consciência coletiva. Sem abordá-los não temos como sair do lugar. Valoriza-se as ascensões sociais, economicas, mesmo que para isso não haja nenhum avanço da percepção cidadã. Pelo contrário, o que vinga são as pessoas “espertas”, que aprenderam ao longo de suas vidas a levar “vantagens” sobre os demais. Muito além do racismo está a hipocrisia na forma de agir e de dimensionar as reais causas das desigualdades. Os chamados “do bem” são, invariavelmente” os que mais exercitam a hipocrisia… Ora, num país onde 3/4 da população é analfabeta funcional não poderia ser diferente…Precisamos de instituições que nos ensinem a pensar…parece primário mas é o essencial…Como podemos exigir algo diferente não sendo assim??? Fica a pergunta.
Vejo que na verdade não é um simples “a diferença é social” ou “a diferença é da cor da pele”. Basicamente, são as duas coisas. O capitalismo se construiu em cima das estruturas sociais existentes, no caso do Brasil, na diferença criada entre casa branca e senzala (já que gostam tanto dessa dicotomia). A diferença social é uma herança histórica, daqueles que se mantém abastados com aqueles que foram mantidos na pobreza.
Não podemos anular uma questão, e nem a outra. E nem podemos separar-las.
Tem que ser um alienado total e pior:um branco azedo e egoista quem escreva que o preconceito não é por cor e sim pelo nível social,traduzindo:por quem tem e quem não tem dinheiro.Pois bem,hávários casos de negros “bem de vida” que sãoparados e têm o automovel revistado,mesmo durante a luzdo dia…e que são confundidos com marginais.Quando o editor citou o Ronaldo fenômeno na escuridão era por ãoser reconhecido pelas autoridades.Há tanto preconceito racial,que o governo Lula criou a lei de cotas para negros na universidade efoi levantado um tsunami branco gigantesco contra tais medidas.Agora,na calada da noite todos os gatos são pardos,até mesmo o ex candidato que uma certa parte de eleitores paulistas gostavam tanto.Um branco de alma manchada por abortos e negociatas,inclusive de remédios,genéricos & afins,que triste pael,aliás:bolinha de papel!.
Desculpa a sinceridade, mas não se pode lutar contra o preconceito com preceito, com olhos vedados por uma fantasiosa realidade do país. Me preocupa que um diretor de redação tenha visão tão limitada e nitidamente guiada por clichês. Em um beco escuro, qualquer pessoa assustaria, um gato ou mesmo uma vassoura seria assustador. Precisamos acabar com o preconceito, mas não, o país não precisa indenizar os cidadãos de hoje com privilégios e com isso aumentar a segregação. O que o Brasil precisa é de igualdade!!! Garantindo a saúde e a educação, o povo terá condições de regrar seu próprio futuro. Privilégios e mais diferenciações étnicas só levarão ao aumento do ódio, do preconceito e do medo. Precisamos de uma sociedade justa!!!
Excelente texto, mas acredito que a discriminação definitivamente não está na cor da pele, e sim no nivel social ocupado por cada um, no meio ao qual estão inseridos, ao sobrenome que carregam, ao “status” que possuem. É triste, mas as vezes perco as esperanças de que esta desigualdade um dia será solvida, de que as nossas crianças e adolescentes possam um dia frequentar uma escola decente, com infraestrutura que possam melhorar o rumo de suas vidas, e consequentemente deste pais desigual.
Para os governantes nao valhe a pena melhorar a vida dos pobres. Quanto mais cultura tiver, mais dificil de angariar seu voto vai ser, mais obrigacoes terao perante a populacao. Quanto mais pobre melhor, basta dar uma bolsa familia, ou entao dizer que a oposicao nao quer o bem dos proprios que o voto esta garantido. Populacao ignorante, pessimos governantes. E nao digo mal aqui apenas do PT, pois esta claro minha opiniao, falo mal do povo, pois so com uma evolucao cultural do proprio povo e que teremos governadores mais competentes honestos e decentes !
Discussão interessante. Mas tenho muito receio ante a algumas generalizações: ‘o miserável nativo não é branco’. Se temos uma herança escravocrata – penso – ela pode ser verificada hoje em numa sociedade extremamente excludente, que discrimina e privilegia símbolos de posições sociais, entre eles, a cor da pele. E para o capitalismo, não existe ‘exclusividade’ na exclusão. Talvez este pensamento funcione para o sudeste do país ( no Rio de Janeiro, por exemplo );mas, lógico, não se restringe àquela região. Venha conhecer uma das mais de 600 escolas públicas do Distrito Federal – que são muito mais que as do Estado da Bahia, só pra ter uma idéia – para verificar o que digo. A miséria e injustiça social não é ‘privilégio’ de uma só cor.
completando, foi clicado sem querer.
quem sou eu pra criticar homem de tantas realizaçoes. Eu me senti tocado e a gente julga pelo que a gente é, e acho que voce esta olhando pra si mesmo. Mas no beco vamos encontrar, agora nao só pela cor, mas principalmente pelos trajes, pela ginga e pela giria, e pode temer sim, pois serão favas contadas que no minimo tera uma pedra, um baseado, carreirinha nao por que é caro, mas olhares de acuados prontos a te atacar pois, se voce não é o algoz é o cordeiro saboroso.
Sou contra sim o bolsa familia pois conheço gente aqui pagando dizimo dela pra pastor safado, e ouvi um ministro ai dizendo que se comprar cachaça seriamm onze milhoes de garafas produzidas. O chile deu atodos seus alunos periodo integral e tem a melhor escolaridade da america, nao seria o caso de, se quer alimntar o pobre, ao invez deste famigerado bolsa familia, fazer CEUSs e alimentar do mesmo jeito, alem de economizar em chreches, organizaçoes nacionais de gatunos, transportes escolar, etc. Se juntarmos tudo que gastamos com isso de forma pulverizada, centralizados nos CEUs acho que ficaria ate mais barato e nao teriamos tantas ONGs faturando em cima.
Eis o DNA da classe dominante brasileira. Darcy Ribeiro dizia que a do Nordeste é a mais perversa de todas as classes dominantes do Brasil. Quando deixei aquele belo litoral nordestino em busca de melhores dias só encontrei DNAs parecidos. Um dia, ao retornar àquelas margens plácidas hustóricas que vão da Mauricéia às terras potiguares, traçadas por Nassau, vejo tudo com o mesmo desencanto de 40 anos atrás. Podridão política, narciso ambulando nas assemléias legislativas, prelados afeminados alcoviteiros, fofocas gerais, “senhoras” de que costumava tratar Brecht com pérfidas, maldosas porém válidíssimas insinuações. Verdades puras! Difícilmente falamos de Nordeste sem nos atermos ao famigerado circuito formador da miséria humana e que foram os padres católicos, com raríssimas exceções de um punhado deles, os usineiros e a nefanda aristocracia rural. A situação melhora com a faculdade de direito do Recife, assim mesmo pardieiro da aristocracia rural da época. A exceçào maior é o grande homem Joaquim Nabuco. Vieira fazia alertas mas no final da vida se entrega aos caprichos da feia e cruel ex-rainha sueca Christina, nos corredores confessionais do clube vaticano. Deixou belos escritos o padre, tratando da escravidão sob conluio papal.
Mino Carta, sejamos sinceros, as nossas ffaa não estão no encalço da classe dominante, suportam-na e mantem-na o fogo aceso. A tragédia de 1964 mostra isso: clero miserável, perversa classe dominante, ffaa em busca de melhores soldos sob o pretexto de combate ao comunismo com a colaboração ianque. DNA miserável esse.
quem sou eu pra criticar homem de tantas realizaçoes. Eu me senti tocado e a gente julga pelo que a gente é, e acho que voce esta olhando pra si mesmo. Mas no beco vamos encontrar, agora nao só pela cor, mas principalmente pelos trajes, pela ginga e pela giria, e pode temer sim, pois serão favas contadas que no minimo tera uma pedra, um baseado, carreirinha nao por que é caro, mas olhares de acuados prontos a te atacar pois, se voce não é o algoz é o cordeiro saboroso.
Ótimo artigo.Estamos no caminho de conquistarmos uma sociedade justa racilamente e social, porém o caminho é longo arduo.Texto como esse posto em revista de grande circulação nos alimenta ainda mais.Parabéns.
27.04.2012
Regras claras e fiscalização eficiente são um empecilho à atuação do setor privado ou um atrativo para investidores, além de garantir a segurança dos consumidores? É o que este seminário da série Diálogos Capitais irá mostrar.
ONG da cantora Lady Gaga e tocante documentário expõem violência juvenil
Dilma Rousseff recusa a anistia como esquecimento, enquanto FHC prega o mantra da conciliação
A revista Veja não lida bem com a crítica na internet e propõe de forma enviesada a censura na rede
Tratar greves e demais movimentos políticos de natureza reivindicatória como casos de polícia é retroceder na história, diz professor de Direito
Enquete
