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A conta de Landim

por Gerson Freitas Jr — publicado 09/09/2010 01h55, última modificação 10/09/2010 17h00
O ex-braço direito de Eike Batista cobra a promessa de sociedade feita durante um voo e tenta tirar 670 milhões de reais do homem mais rico do País
eike

Demandas com a de Landim atrapalhariam os planos de riqueza de Eike Batista?

O ex-braço direito de Eike Batista cobra a promessa de sociedade feita durante um voo e tenta tirar 670 milhões de reais do homem mais rico do País

Quatro de dezembro de 2006. O empresário Eike Batista viaja de Londres para São Paulo na primeira classe do vôo 247 da British Airways. A seu lado, na fila 5, está Rodolfo Landim, executivo contratado sete meses antes para dirigir sua mineradora, a MMX, e conduzir a primeira oferta pública de ações da companhia. Ambos voltavam de um bem-sucedido encontro com investidores internacionais na capital britânica. O assunto era, porém, o mesmo que havia ocupado boa parte das horas gastas no voo entre Nova York e Londres, três dias antes: a exploração de petróleo em águas profundas.

Landim ostentava o conhecimento Acumulado ao longo de 26 anos em uma carreira de sucesso na Petrobras. Considerado um dos melhores quadros da estatal, ocupou cargos como o de diretor de Exploração e Produção e presidente da Gas-Petro e da BR Distribuidora. Ligado ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e com bom trânsito junto a Dilma Rousseff, chegou a ser cotado para assumir a presidência da petroleira no começo daquele ano.

Enquanto cruzavam o Atlântico, o ex-funcionário da Petrobras fornecia informações sobre um negócio que Batista ignorava. Uma delas, em particular, deixou o empresário fascinado: nas áreas marítimas destinadas à exploração pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o porcentual de acerto geológico era de 50%. Ou seja, para cada dois poços perfurados, em pelo menos um se descobriria petróleo. No caso das minas de ouro, grande especialidade de Eike, filho de Eliezer, professor na matéria, as chances de acerto eram de uma para 16 mil. O dono de EBX tomara consciência ainda de que a exploração de petróleo não era, necessariamente, um privilégio da Petrobras ou das grandes petroleiras internacionais. Uma empresa nacional poderia disputar o filão com boas chances de sucesso. E, mais importante, estava diante de alguém capaz de indicar-lhe o caminho.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 613, já nas bancas.

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