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A “meritocracia” do ensino paulista

por Rodrigo Martins publicado 27/04/2011 16h41, última modificação 23/05/2011 18h43
Professores ensaiam greve contra a obscura política de bônus no estado. "O governo tem usado a bonificação como desculpa para não mexer nos salários", diz sindicalista (texto parcialmente aberto)
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O sindicato critica os critérios exigidos por Laura Laganá e Alckmin

Professores ensaiam greve contra a obscura política de bônus no estado

O sindicato critica os critérios exigidos por Laura Laganá e Alckmin

Sem reajuste salarial desde 2005 e descontentes com os critérios usados para o pagamento da chamada “bonificação por resultados”, professores das escolas técnicas (Etecs) e faculdades de tecnologia (Fatecs) do estado de São Paulo ameaçam entrar em greve a partir de maio. De acordo com Silvia Elena de Lima, secretária-geral do Sinteps, o sindicato da categoria, a proposta tem sido debatida em assembléias regionais nas mais de 200 unidades da rede. Caso seja aprovada, a paralisação começaria em 13 de maio.

“Nossa última greve, em 2004, durou 80 dias. Foi graças a ela que conseguimos reajuste no ano seguinte”, avalia. “De lá para cá, o governo tem usado a bonificação como desculpa para não mexer nos salários. Só que os critérios desse bônus são confusos e punem o professor por aspectos que não dependem dele.”

Entre 2000 e 2006, o governo paulista oferecia o chamado “bônus mérito” para estimular a atividade docente. O pagamento premiava, na verdade, professores assíduos, com mais tempo de casa e bem avaliados pelos gestores das escolas. A partir de 2007, o sistema foi substituído pela bonificação por resultados, que passou a agregar critérios de produtividade, como a aprovação dos alunos e a evasão
escolar. Além disso, criou-se o Sistema de Avaliação Institucional, no qual alunos, professores e funcionários respondem a um extenso questionário para avaliar a qualidade de ensino e as condições de infraestrutura das unidades.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 644, já nas bancas.

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