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Mobilidade Urbana

Motorista largaria o carro se transporte público funcionasse

por Redação — publicado 16/09/2013 17h45, última modificação 17/09/2013 08h42
O tempo médio com os deslocamentos diários é em São Paulo é de 2h15, sete minutos a menos do que a média do último ano
Valdo Cruz/ABr
transito

2,3 milhões de paulistanos utilizam automóveis todos os dias para realizar suas atividades como estudar e ir ao trabalho

Pesquisa divulgada pela Rede Nossa São Paulo e o Ibope nesta segunda-feira 16 mostra que 69% dos paulistanos consideram péssima a situação do trânsito na capital. Segundo o levantamento, a falta de investimentos em transporte público incentiva o uso de automóveis.

Independentemente do meio de transporte utilizado, o tempo médio com todos os deslocamentos diários é de 2h15 - sete minutos a menos do que a média do último ano.

Para 91% dos paulistanos, a situação da poluição atmosférica na cidade é considerada "muito grave". Os ônibus, caminhões e carros velhos são apontados pelos entrevistados como os principais responsáveis pela insalubridade do ar.  A intenção em adotar práticas em favor do meio ambiente, como trocar o carro à gasolina ou a diesel, por um a álcool, ou trocar o carro atual por um menos potente e que polua menos, teve um ligeiro aumento em relação ao mesmo levantamento realizado no ano passado (26% para 27%, e 26% para 33% respectivamente).

Além disso, 52% dos paulistanos estariam dispostos a deixar de usar o carro em favor das bicicletas e/ou caronas, mas essa disposição depende diretamente de uma melhora na qualidade do serviço de transporte público oferecido. Em São Paulo, 2,3 milhões de pessoas (27% do total da população da cidade), utilizam o automóvel todos os dias ou com bastante frequência para realizar seus deslocamentos e, dentro desse grupo, 79% largariam o carro pelo ônibus, trem ou metrô se a viagem fosse mais confortável, o tempo de espera fosse menor e os coletivos fossem mais limpos e conservados. Apenas em 2011 a pesquisa apontou um índice maior de paulistanos dispostos a trocar o automóvel por transporte público.

A sétima edição da pesquisa sobre Mobilidade Urbana teve como novidades questões relacionadas às manifestações ocorridas em junho em todo o País. Os resultados mostram que aumentou a aprovação dos paulistanos às medidas polêmicas para melhorar no trânsito na cidade, como pedágio urbano (de 17% em 2012 para 27% em 2013), rodízio de dois dias (de 39% em 2012 a 49% em 2013) e até multas para pedestres (de 34% em 2012 a 54% em 2013).

Os entrevistados ainda se posicionaram a respeito dos 170 quilômetros de novas faixas exclusivas para ônibus (93% de aprovação), sobre a tarifa zero (34% de aprovação) e às manifestações sem prejuízo ao trânsito da cidade (54% de aprovação).

No topo do ranking dos piores índices de qualidade de vida da cidade, a saúde é, desde 2008, a área com a maior reprovação: 69%. A educação vem em seguida, com 47% de insatisfação da população (ante 43% em 2012), seguidos por segurança pública (35%), trânsito (31%) e transporte coletivo (29%).

Mesmo assim, 60% dos paulistanos consideram a cidade de São Paulo um bom lugar para se viver.

A pesquisa foi realizada com 805 cidadãos paulistanos maiores de 16 anos, entre os dias 20 a 27 de agosto de 2013.