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2013 foi quarto ano mais quente desde 1880

por Deustche Welle — publicado 22/01/2014 15h48
Estudo diz que temperatura global aumenta sistematicamente há mais de um século. Europa teve primavera mais fria que a média, e Nordeste brasileiro viveu pior seca em cinco décadas.
PortaldelSur ES/Flickr
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Temperatura aumenta sistematicamente desde o século 19. O ano ápice foi 2010.

Em 2013, as temperaturas bateram recordes. O último ano foi, juntamente com 2003, o quarto mais quente registrado desde 1880, segundo o Centro Nacional de Dados sobre o Clima dos Estados Unidos. A média da temperatura anual foi 0,62 grau Celsius acima da média do século 20 (13,9 graus).

Segundo o estudo divulgado nesta terça-feira (21/01), o ano mais quente já registrado foi 2010, onde o aumento foi de 0,66 grau Celsius. Todos os 13 anos do século 21 registraram temperaturas acima dessa média. O segundo ano recorde de calor foi 2005, seguido por 1998.

Desde 1880, a temperatura global aumentou em média 0,06 grau por década. Porém, a partir dos anos 1970 houve um crescimento nessa taxa e a média de elevação por década passou para 0,16 grau.

Em algumas regiões, em determinados meses, as temperaturas no último ano foram as mais extremas já marcadas. Os termômetros registram temperaturas recordes em alguns locais da Ásia central, no oeste da Etiópia, no leste da Tanzânia, no sul e oeste da Austrália e também na Argentina. O calor também foi extremo em algumas partes dos oceanos Ártico, Pacífico e Índico.

Mas não foi só o calor que marcou 2013. A primavera foi mais fria do que a média em grande parte da Europa, dos Estados Unidos, no noroeste da Rússia e no Japão. O mês de maio na França foi o segundo mais frio já registrado. E o Reino Unido teve seu março mais frio desde 1962.

Chuvas e seca

Diferentemente das temperaturas, as chuvas registradas em 2013 ficaram bem próximas a média global, já pelo segundo ano consecutivo. A instituição apontou que a precipitação global registrada foi de apenas 0,31mm acima da média calculada entre 1961 e 1990 (1,033mm).

Contudo essa precipitação não foi igualmente distribuída pelo planeta, e algumas regiões foram cenário de fenômenos extremos. Em 2013, foi registrada a pior seca dos últimos 30 anos em Angola, Namíbia e Botsuana.

O relatório também apontou que, pelo segundo ano consecutivo, a região Nordeste no Brasil enfrentou condições severas de seca, sendo em 2013 a pior das últimas cinco décadas. Além disso, o planalto brasileiro, que engloba leste, sul e centro do país, registrou o maior déficit de chuvas desde 1979.

Em contrapartida, em dezembro foram registrados em várias cidades do Brasil recordes de precipitação, causando enchentes em vários estados, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

Enchentes também foram registradas na Europa Central. As chuvas intensas no final de maio e início de junho causaram a cheia dos rios Danúbio e Elba, que atingiram seu nível mais alto desde 1950, deixando milhares de desabrigados em vários países europeus, inclusive na Alemanha.

CN/afp/rtr/ap

Edição: Rafael Plaisant

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