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Sono repousante

por Riad Younes publicado 19/08/2012 09h19, última modificação 06/06/2015 18h18
Cada um tem seu próprio ciclo de repouso. Descobri-lo e dormir o suficiente é importante para o corpo e a mente

Como diria nosso editor Mino Carta, é do conhecimento do mundo mineral que uma pessoa não consegue viver bem sem dormir. O sono é fundamental para uma saúde equilibrada e um desempenho mais eficiente na rotina diária. Dormir não afeta simplesmente nosso descanso, mas regula múltiplos ciclos metabólicos e funcionais no organismo. Olhando ao nosso redor, conhecemos várias pessoas que “repousam” e estão perfeitamente recuperadas com poucas horas de sono. Outras não conseguem manter os olhos abertos se não dormir por pelo menos oito horas. Por que essa divergência? Por que algumas pessoas passam o domingo inteiro na cama para poder descansar adequadamente?

Os cientistas especialistas em sono e os neurocientistas estudaram por muitos anos a dinâmica do sono. Chegaram à conclusão de que um ciclo de sono varia entre 40 e 120 minutos, dependendo da genética de cada indivíduo. Isso mesmo, nós nascemos com nossos ciclos codificados em nosso cérebro. Sua duração básica dificilmente muda. Os mesmos cientistas descobriram que, para uma pessoa normal ter sono repousante, precisa dormir, em média, de três a quatro ciclos por noite. Assim, conseguiram explicar por que alguns indivíduos necessitam somente de duas a três horas para descansar, enquanto seus vizinhos não ficam satisfeitos com menos de oito horas bem-dormidas.

Os ciclos também não são monótonos. Compreendem várias partes ou fases. Começam com o adormecer, os poucos minutos iniciais nos quais entramos em sono leve, podendo ser acordados facilmente. O mero apagar da luz do quarto, ou mudança na luminosidade da televisão, é capaz de nos despertar. A seguir, vem a segunda fase, que induz a um sono mais profundo e lento e que dura por 10 a 20 minutos. Essa sim é a fase de descanso e recuperação.

O corpo se sente revitalizado ao término desse período. Imediatamente na sequên­cia, acontece um caos cerebral. Apesar de a pessoa continuar dormindo normalmente, seu cérebro começa a trabalhar de forma frenética, aparentemente aleatória. Uma verdadeira tempestade cerebral. Nessa fase, acordar alguém será uma tarefa árdua. É justamente durante essa tempestade neuronal que a pessoa sonha.

Podemos nos lembrar ou não dos sonhos de cada noite, mas os cientistas acreditam que os
sonhos são constantes, além de fundamentais para nosso equilíbrio psíquico. Impedir que alguém durma, e, mais importante, que não atinja essa fase dos sonhos, chamada de sono paradoxal, pode afetar suas capacidades mentais de forma grave e até levá-lo à loucura. Um grupo de neurocientistas conseguiu identificar em pessoas com psicoses graves, como os esquizofrênicos, distúrbios fundamentais em seus ciclos de sono. Muitos não conseguem atingir o sono paradoxal. Talvez seja uma mera associação entre a esquizofrenia e o distúrbio do sono, mas não necessariamente uma relação causa-efeito. Perder o sono, e os sonhos, esporadicamente, não leva ninguém à psicose. Recomenda-se, no entanto, que cada pessoa conheça seu ritmo, seu ciclo de sono apropriado, e tente adequar sua vida e sua agenda para conseguir repousar durante os famosos três a quatro ciclos por noite. A saúde do corpo agradece. E a saúde mental, também.

Remédios contra a obesidade
Atualmente, e nos próximos anos, teremos uma avalanche de remédios contra a obesidade. Essa epidemia mundial desperta interesse enorme nas indústrias farmacêuticas, que encontram um mercado gigante e em franca expansão. Antes de decidir, com ajuda do médico, se vai tomar um medicamento para eliminar as gorduras (e qual), veja o que um grupo de especialistas recomendou. Vale a pena salientar que alguns dos profissionais têm ligação com as pesquisas desses medicamentos, e outros têm relacionamento importante com as próprias indústrias. Apesar desses detalhes, é bom lembrar que quando o FDA, órgão regulatório americano de remédios, aprova uma droga contra a obesidade, ele somente exige que a mesma consiga diminuir em mais de 5% o peso de pelo menos um terço dos pacientes. Por outro lado, enfatizam os especialistas, esses medicamentos não têm por objetivo mudar os contornos do corpo, mas melhorar a saúde e diminuir os riscos de complicações de doe­nças graves como diabetes e infarto, entre outros. Em outras palavras, vale a pena discutir com o médico por que ele está receitando certos medicamentos e qual é o objetivo a ser alcançado. Evitam-se assim frustrações e gastos desnecessários.

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