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Acidente Nuclear

Risco de câncer perto da central japonesa de Fukushima está maior, segundo a OMS

por AFP — publicado 28/02/2013 10h40, última modificação 28/02/2013 10h40
Documento da Organização Mundial da Saúde afirma que, em um raio de 20 km ao redor da central da usina nuclear, o risco de câncer está relativamente maior devido à radiação

GENEBRA (AFP) - O acidente nuclear de Fukushima, no Japão, aumentou relativamente o risco de câncer nas zonas mais afetadas, perto da central, considera um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta quinta-feira 28 em Genebra.

O estudo deduz que o acidente de Fukushima, ocorrido em 2011, "não deve significar nenhum aumento perceptível dos riscos para a saúde no exterior do Japão", acrescenta o relatório.

Os especialistas consideram neste documento de 166 páginas que, em um raio de 20 km ao redor da central acidentada por um violento terremoto seguido de um tsunami, o risco de câncer de tireóide entre as mulheres e as crianças chega a 1,25%, acima do índice comum, de 0,75%.

Em 1986, depois do acidente de Chernobyl, na Ucrânia, foi detectado um aumento considerável do número de casos de câncer de tireóide entre as crianças.

"A primeira preocupação identificada neste relatório envolve os riscos específicos de câncer vinculados à região e a fatores demográficos", explicou María Neira, diretora da OMS para a Saúde e o Meio Ambiente.

"Uma análise dos dados, baseada na idade, no sexo e na proximidade em relação à central mostra um risco maior para aqueles que estavam nas zonas mais contaminadas. Fora destas zonas, incluindo a cidade de Fukushima, não se espera nenhum aumento de risco de câncer", afirmou Neira.

A OMS insiste no relatório na necessidade de fazer um acompanhamento durante anos das populações mais expostas, e de vigiar os alimentos e o meio ambiente.

Para os operários que trabalham na estabilização da central, há "um aumento do risco" de leucemia e de câncer de tireóide e de outro tipo, acrescenta a OMS.

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