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Manifestantes vão às ruas para protestar contra aumento de plano privado no SUS

por Agência Aids — publicado 09/04/2011 13h33, última modificação 09/04/2011 13h33
Para ativistas de SP, governo não sinaliza como a lei estadual 1131, que destina 25% leitos de hospitais públicos para iniciativa privada, será aplicada. Por Rodrigo Vasconcellos

Por Rodrigo Vasconcellos

Para chamar a atenção do público na rua, os manifestantes usaram roupas pretas com a inscrição “Sou 100% SUS”.s como correntes, imitações de cédulas de dólar, apitos, chapéus e narizes de palhaço. “Somos do interior e também estamos aqui para protestar pela falta de atendimento no interior paulista”, disse a ativista Rosângela Maria Silva, presidente da ONG Gapac (Grupo de Apoio a Pessoas com AIDS de Castilho).

De acordo com os militantes, a lei, se aplicada vai destinar no mínimo mais de mil leitos ao planos privados de saúde. Atualmente, São Paulo tem 37 hospitais sob a coordenação de OSs. Eles temem que o fato possa gerar atendimento privilegiado aos pacientes dos planos de saúde.

Uma comissão de ativistas teve uma reunião fechada, sem a presença da imprensa, com o coordenador de recursos humanos, Haino Burmester. “Fomos informados que a lei, sob o ponto de vista da Secretaria, serve para ressarcir o SUS. Porém, isso já existe no Brasil. Não ficou claro como o governo vai aplicá-la com os hospitais”, explicou Mário Scheffer, do Grupo Pela Vidda de São Paulo. Segundo ele, a Secretaria também afirmou que a lei não vai gerar qualquer tipo de distinção entre os pacientes públicos e privados. “Já existe uma parceria entre hospitais universitários e planos de saúde. Na prática, sabemos que existem casos de privilégios de atendimento”, acrescentou o ativista.

O militantes disseram que esperavam ter sido recebidos pelo secretário estadual Giovanni Cerri. Eles também entregaram uma representação que fizeram contra a lei no Ministério Público Estadual. Segundo eles, a mesma fere os princípios da Constituição Federal, da Lei Orgânica da Saúde (lei nº 8.080/1990) e da Constituição do Estado de São Paulo.

Entre as organizações presentes na manifestação estavam também o Cefram, Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, RNP+ Sampa, RNP+ Campinas, Sonho Nosso e Epah.

*Matéria publicada originalmente em Agência de Notícias da Aids