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Saúde

Programa Mais Médicos

Governo desiste de dois anos a mais no curso de medicina

por Agência Brasil publicado 31/07/2013 17h04
A ideia era que etapa final fosse completada no SUS. Em contrapartida, Mercadante defende residência médica obrigatória depois de seis anos de graduação
Valter Campanato / ABr
médicos brasília

Em Brasília, profissionais da saúde fazem protestos contra o Mais Médicos

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, informou nesta quarta-feira 31 que o governo vai alterar a proposta do Programa Mais Médicos de ampliar em dois anos os cursos de graduação em medicina. A ideia era aumentar de seis para oito anos o tempo da graduação, com os dois últimos anos de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Mercadante, a proposta será levada ao relator da medida provisória que cria o programa, deputado Rogério Carvalo (PT-SE).

Em contrapartida, Mercadante defendeu que, já em 2018, a residência médica se torne obrigatória ao final dos seis anos de graduação para algumas atividades da medicina. Nesse modelo, toda a residência será feita no SUS, e o primeiro ano, obrigatoriamente na atenção básica, urgência e emergência no sistema.

“É evidente que algumas especialidades são mais disputadas, terão exames de seleção. Mas terá vaga para todo estudante de medicina. A partir de 2018, queremos condicionar para algumas atividades da medicina a obrigatoriedade da residência, a exemplo do que ocorre em alguns países”, disse o ministro. De acordo com Mercadante, a decisão foi tomada em discussão com diretores de faculdades, comissão de especialistas e representantes da Associação Brasileira de Educação Médica.

Lançado neste mês, o Programa Mais Médicos desagradou a entidades médicas, que criticaram os dois anos de extensão no curso e a possibilidade de contratação de profissionais com diploma estrangeiro para atuar, durante três anos, na periferia das grandes cidades e em cidades do interior. Na terça-feira 30 e nesta quarta-feira 31, médicos em todo o País paralisam as atividade em protesto ao Mais Médicos.

Publicado originalmente na Agência Brasil