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Dia das mães

Feliz Dia das Mães. Elas merecem Estudos recentes provam: mulheres que trabalham fora são tão boas progenitoras quanto as que ficam em casa

por Rogério Tuma publicado 13/05/2012 10h55, última modificação 06/06/2015 18h23
Estudos recentes provam: mulheres que trabalham fora são tão boas progenitoras quanto as que ficam em casa
Mãe

“Todas as mulheres, de alguma maneira, acabam como suas mães, esta é a sina delas, e com nenhum homem isso acontece, esta é a sina deles” , Oscar Wilde

No dia das Mães, alguns estudos trazem argumentos para as mulheres defenderem seus pontos de vista, ou ao menos suas vontades em relação à participação do parceiro.

Mães que trabalham são tão boas mães quanto aquelas que dedicam seu tempo todo ao trabalho doméstico e aos filhos. A revista Gender & Society publicou um estudo com mães que trabalham e concluiu que a maioria delas, casadas ou solteiras, enfatiza os benefícios que o trabalho remunerado traz para si e para sua prole. A maioria delas está satisfeita e mais autoconfiante porque trabalha fora.

Nos Estados Unidos, mais de dois terços das mães com filhos pequenos saem de casa para trabalhar, e a maioria das entrevistadas trabalharia fora mesmo se não precisasse. Mas nunca além da conta: quase nenhuma aceitaria trabalhar horas extras mesmo para receber bem mais. Para as mulheres, o trabalho remunerado resolve necessidades financeiras e sobrepõe-se sobre qualquer sensação de culpa que sair de perto de seus filhos pode causar. O estudo também mostra que, mesmo trabalhando fora, as mulheres com parceiros ainda dedicam mais que o dobro de tempo aos filhos do que o homem da casa. Ser mãe já é ser super.

Christina Rinaldi, da Universidade Nina Howe, de Concordia, publicou um estudo na revista Early Childhood Research Quarterly que comprova: o estilo do pai interfere no comportamento dos filhos. Casais participantes do estudo responderam um questionário sobre sua postura e a do parceiro em relação à educação dos filhos menores de 5 anos. A pesquisa concluiu: se as mães eram mais permissíveis e os pais mais autoritários, os pequenos tinham mais sinais negativos de comportamento, com birras, agressividade na argumentação e não compartilhavam seus brinquedos.

Quando os casais agem em conjunto, e alternam suas posições de quem põe de castigo e dá bronca no rebento, as crianças tendem a melhorar sua postura e isso evita que os filhos tenham problemas de relacionamento com um ou com o outro. Pais que exercem sua autoridade para corrigir os erros, mas são atenciosos e carinhosos com a prole, obtêm melhor resultado no comportamento dos filhos. Portanto, não adianta ser pai, tem de participar.

Que mulher não se irrita ao ver o marido horas no computador? Um estudo publicado no Journal of Leisure Research, coordenado por Michelle Ahlstrom, da Brigham Young University, baseado na entrevista de 349 casais, comprova que jogos online reduzem a satisfação com o casamento, principalmente para as mulheres, já que os homens jogam mais e por mais tempo. O jogo em si não é a causa principal do conflito, pois os pesquisadores descobriram que mais de um terço dos casados joga junto na internet. O problema não é nem o tempo que dedicam ao jogo, mas a mudança da rotina na hora de dormir e a discussão gerada por ela. Em casais em que só um jogava, 84% deles eram os maridos, e quando os dois jogavam, 73% dos maridos jogavam mais tempo.

Mais de 75% das esposas dos jogadores acham que suas caras-metades desviam a atenção de maneira exagerada para o computador e deixam de cumprir suas obrigações maritais. O problema pode ser ainda maior, pois muitos jogadores compulsivos se recusaram a participar do estudo. Os pesquisadores descobriram ainda que 36% dos casais jogam juntos e, quando isso ocorre, existe um fator positivo no casamento. Que tal dar um videogame de presente no Dia das Mães?