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Saúde

Acordo internacional

Convenção sobre o mercúrio é adotada por 140 Estados

por AFP — publicado 19/01/2013 12h25, última modificação 19/01/2013 12h25
Após anos de debates, países chegam a acordo para reduzir as emissões globais da substância

Depois de uma semana de difíceis negociações, a convenção sobre o mercúrio foi adotada neste sábado 19 por cerca de 140 Estados, anunciou o ministério suíço das Relações Exteriores.

Este acordo prevê a redução das emissões globais de mercúrio, uma substância altamente tóxica para a saúde humana e o meio ambiente.

O mercúrio é um metal pesado, cuja exposição excessiva afeta o sistema imunológico e pode levar a outros problemas de saúde, como distúrbios psicológicos e digestivos, problemas cardiovasculares e respiratórios.

A nova convenção tem como objetivo reduzir a utilização de mercúrio, especialmente na fabricação de produtos e em processos industriais. Ela também aborda a questão do tratamento e armazenagem dos resíduos. Ficará aberta à assinatura dos Estados até outubro de 2013 em Minamata (Japão), em homenagem aos habitantes desta cidade que por décadas sofreram com a contaminação por mercúrio.

A Suíça, que com a Noruega iniciou há dez anos o processo de negociações sobre o mercúrio, acredita que esta adoção "mostra a vitalidade da política ambiental internacional e a vontade dos Estados de oferecer soluções para problemáticas globais" considerou Franz Perrez, chefe da delegação suíça em Genebra.

Em um estudo apresentado na véspera da Conferência de Genebra, entre os dias 13 e 19 de janeiro, o PNUMA, Programa das Nações Unidas, forneceu números sobre a presença do mercúrio em lagos e rios.

Nos últimos 100 anos, a quantidade de mercúrio presente nos primeiros 100 metros de profundidade dos oceanos, e das emissões ligada à atividade humana, quase que dobrou. As concentrações em águas profundas aumentaram em 25%, diz o estudo, lembrando os riscos da contaminação dos peixes para o consumo humano.

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