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Conferência Internacional de Aids é encerrada com exigência de mais fundos

por Adital — publicado 27/07/2010 12h52, última modificação 27/07/2010 12h52
Foram apresentadas novas formas de tratamento para a doença

Foram apresentadas novas formas de tratamento para a doença
Por Leonardo Bastida Aguila*
Com um apelo ao governo da Áustria para que contribua com mais de um milhão de dólares para o Fundo Global de Luta contra a Aids, e questionando como é que governos como o canadense, que asseguram não ter dinheiro para esta luta, gastam milhões em resgates financeiros, o presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS por sua sigla em inglês), Julio Montaner, concluiu as atividades da XVIII Conferência Internacional, que aconteceu até o dia 23 em Viena, Áustria.
O líder da IAS acrescentou que nesta conferência se apresentaram avanços no campo da ciência como os obtidos na investigação de microbicidas vaginais que abrem uma porta ao campo da prevenção, e permite o empoderamento das mulheres.

Outra grande contribuição desta conferência foi a apresentação das novas formas de tratamento para pessoas com HIV, elaboradas pela Organização Mundial da Saúde, que enfatizam a necessidade de uma intervenção mais adiantada para evitar novas infecções.

Montaner reconheceu a coragem e o esforço de comunidades como a lésbica, gay, bissexual, transexual, transgênero, travesti e intersexual e as populações indígenas do Canadá, por recorrer a esta conferência e expor seus problemas, apesar do estigma e da discriminação que lhes afeta.
Por sua parte, Brigitte Schmid, co-organizadora do evento, anunciou que o governo da Áustria fará uma nova contribuição econômica ao Fundo Global para a luta contra a Aids em um futuro próximo, depois de ouvir as solicitações da sociedade civil durante esta conferência.

Em vídeo, Desmond Tutu, arcebispo da África, assinalou que nesta conferência se mostrou a importância de que os medicamentos não estejam apenas disponíveis, como sejam acessíveis. Por isso felicitou aos líderes de países onde a negação do tratamento é considerada uma violação aos direitos humanos.

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, por meio de um vídeo, assinalaram que seu país faz todo o possível para erradicar o HIV do mundo para que destinem a maior contribuição econômica da história para fundos contra o HIV.

Por esse motivo, advertiram que, no interesse de seguir com esta luta, abrigarão em Washington D.C. a XIX Conferência Internacional de Aids, na espera de resultados incentivadores, a qual será organizada pelo novo presidente da Sociedade Internacional de Aids, Elly Katabira.
Assim, este evento volta à nação estadunidense depois de 22 anos de ausência. O último foi em 1990, em São Francisco, como resultado de um avanço no campo dos direitos humanos e saúde pública, após a eliminação da lei que impedia o acesso de pessoas com HIV, ao território estadunidense.
 * Matéria originalmente publicada no site Adital

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