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Comercialização e importação de próteses de silicone estão suspensas

por Redação Carta Capital — publicado 21/03/2012 14h40, última modificação 21/03/2012 14h46
Material terá de passar pela certificação do Inmetro antes de entrar no mercado
silicone

Jean-Claude Mas nega que as próteses mamárias da PIP tragam risco à saúde, embora admita irregularidades em sua composiçao. Foto: Eric Estrade/AFP

As importações de próteses mamárias de silicone no Brasil estão suspensas até que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) publique uma resolução que trate da certificação desses produtos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira 21 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A comercialização está suspensa temporariamente.

Na terça-feira 20, o órgão decidiu que as próteses de silicone importadas terão de receber aprovação do Inmetro para serem vendidas no mercado brasileiro. A Anvisa não tem previsão de quando as importações serão retomadas.

 As novas regras foram aprovadas depois do escândalo internacional envolvendo as marcas francesa Poly Implant Prothese (PIP) e holandesa Rofil, acusadas de usar silicone inapropriado, aumentando o risco de o implante romper ou vazar e provocar problemas de saúde. Calcula-se que 20 mil brasileiras tenham implantes das marcas estrangeiras.

A partir de agora, as próteses terão de passar por testes de laboratórios brasileiros para checar a resistência e composição do silicone usado e exames biológicos. Além disso, os fabricantes serão inspecionados. Até então, a empresa precisava apresentar apenas um certificado do país de origem para conseguir autorização de venda da prótese mamária no Brasil, sendo que os lotes não precisavam ser testados.

*Matéria publicada originalmente em Agência Brasil

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