Você está aqui: Página Inicial / Saúde / Alimento para o cérebro

Saúde

Alimentação

Alimento para o cérebro

por Rogério Tuma publicado 25/04/2013 13h48
Algumas comidas podem ajudá-lo a ter uma memória melhor e até aumentar sua performance de QI
Imagem ilustrativa de um cérebro

Nutrição. Estudo relaciona desempenho de premiados no Nobel à dieta rica em leite. Foto: IstockPhoto

Desde os primórdios dos tempos, nossos ancestrais procuravam na natureza alimentos que pudessem turbinar o cérebro. Assim foi com a história do café, do chá de coca e do guaraná, entre muitos. Até os hominídeos, há 2 milhões de anos nas savanas africanas, utilizaram-se de dietas ricas em proteína baseadas na caça de hipopótamos e crocodilos para desenvolver seus cérebros mais rapidamente.

Segundo o pesquisador David Braun, antropologista da Universidade de Cape Town, na África do Sul, uma população de hominídeos no Quênia se alimentava de grande quantidade de animais, o que permitiu que pudessem desenvolver cérebros maiores e mais poderosos. Na região foram encontrados vestígios de verdadeiros açougues da época.

O leite também é considerado um alimento completo para o cérebro, rico em proteína e cálcio. Parece ser ingrediente necessário para se conquistar um Prêmio Nobel. Um estudo publicado em janeiro na revista New England Journal analisou o consumo per capita de leite e derivados em 22 países e somou dados de outra pesquisa publicada no ano passado na revista Practical Neurology sobre o consumo de chocolate. O resultado foi uma forte associação entre a ingestão dos dois alimentos e a existência de ganhadores do prêmio mais importante do mundo. A Suécia tem o maior consumo de leite per capita por ano, são 340 quilos, e o maior número de Prêmios Nobel, ou seja, 33. A Suíça vem em segundo lugar com consumo de 300 quilos de leite ao ano e 32 Nobéis. Em compensação, a China, o país que menos consome leite – apenas 25 quilos per capita por ano, tem o menor número proporcional de “Nobéis”.

O consumo de chocolate possui a mesma distribuição geográfica. Qual a razão? Não é porque os premiados do Nobel comemoram o mérito com chocolate quente, mas porque o leite é rico em vitamina D, importante para a memória, e os flavonoides do chocolate aumentam o desempenho cerebral, melhorando o humor e a atenção das pessoas.

O que fazem os chineses, se não consomem leite? Tomam chá-verde, que, segundo uma pesquisa do nutricionista Yun Bai, da Universidade Militar de Chongqing, possui a substância epigalocatequina-3- galato (EGCG), potente antioxidante que melhora as funções cerebrais. O pesquisador e colaboradores descobriram com um estudo do doutor Bai publicado na revistaMolecular Nutrition and Food Research que o chá-verde turbina a produção de células-tronco neuronais, melhorando a memória e a capacidade de reconhecer objetos.

Se você quiser escolher alguns dos alimentos que podem ajudar a lembrar das coisas, aqui estão algumas sugestões: grãos são uma boa fonte de energia. Como têm índice glicêmico baixo, liberam o açúcar que possuem lentamente, proporcionando energia estável para o cérebro por longo tempo. Peixes são ricos em vitamina D e ômega 3 tipo EPA e DHA, ambos importantes para preservar neurônios e prevenir a doença de Alzheimer. Mirtilo é grande fonte de vitamina C e um estudo da Universidade Tufts demonstrou que melhora a memória de eventos recentes.

Na salada, adicione tomates, ricos em licopenos, potentes antioxidantes que podem evitar a morte celular por oxidação. Semente de abóbora, importante fonte de zinco, que melhora o raciocínio, e de sálvia, que auxilia a memória.

Brócolis e outros verdes são fontes fartas de vitamina K, associada à melhora das funções cognitivas. A família de vitaminas B (tipo B1, B6 e B12) e o ácido fólico reduzem a atrofia cerebral e reduzem o risco de doenças cerebrovasculares.

Castanhas são ricas em vitamina E, que é antioxidante. Um punhado de castanhas ao dia ajuda na prevenção do Alzheimer, principalmente entre as mulheres.

Se ficar difícil para escolher entre essas opções, a saída é consumir um produto industrializado criado para turbinar seu cérebro. Atualmente, a indústria alimentícia tem desenvolvido drinques com alta concentração de vitaminas e precursores de neurotransmissores com o intuito de melhorar a cognição das pessoas e até melhorar a memória de quem sofre de Alzheimer.