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Número 897,

Tecnologia

Economia

Drone enfermeiro

por Felipe Marra Mendonça publicado 20/04/2016 15h23
Empresa lança uma versão capaz de transportar frascos de sangue e medicamentos a localidades isoladas
Ilustração: Estella Maris/ Fotos: IStockPhoto
Drone

A primeira missão entregará de 50 a 150 remédios em Ruanda, em pontos remotos

Até pouco tempo atrás, o uso de drones fora da esfera dos hobbies estava restrito a empresas como a Amazon, com planos de utilizá-los em entregas rápidas a clientes. Uma startup americana pretende, entretanto, recorrer aos dispositivos para algo muito mais importante: salvar vidas.

Criada há cinco anos com aportes de recursos da Universidade Stanford e de Jerry Yang, cofundador da Yahoo!, entre outros investidores, a Zipline pretende facilitar a remessa de sangue para transfusão e remédios. A companhia planeja a estreia do serviço em Ruanda, com entregas em pontos de acesso difícil por meios convencionais.

O drone construído pela Zipline, denominado Zip, inspira-se naqueles utilizados no comércio, semelhantes a pequenos helicópteros, mas tem o formato de um avião cargueiro e é lançado com um estilingue.

Cada drone recebe um cartão SIM com o detalhe da rota, usa um sinal GPS para fazer o percurso, a rede local para se comunicar com a base e voa também em condições meteorológicas ruins. Ao chegar ao destino, o Zip lança sua carga. A encomenda, presa a um paraquedas, pode ser recuperada com facilidade pelo destinatário. Realizada a tarefa, o aparelho retorna à sua base e é recondicionado para a próxima missão.

O plano é começar com algo entre 50 e 150 remessas de sangue para transfusão e remédios emergenciais a 21 pontos espalhados pelo país. O Zip viabilizará, segundo seus criadores, a formação de uma rede abrangente na maioria dos países em desenvolvimento, com estruturas de transporte insuficientes.

O serviço recebeu uma ajuda importante do governo de Ruanda, segundo declarou Will Hetler, cofundador da Zipline, ao site Re/Code. “Um ponto positivo de trabalhar com o governo local de países pequenos é a rapidez de operação em comparação aos de maior porte. Os Estados Unidos têm hoje um dos espaços aéreos mais complexos do mundo, e por isso acredito que as entregas por drone devem começar em lugares com necessidade premente de atingimento amplo e espaço aéreo praticamente vazio.” 

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