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Número 875,

Tecnologia

Arquitetura

Gêmeas, mas nem tanto

por Redação — publicado 18/11/2015 04h42
O projeto de Jean Nouvel para Paris 13 é tão polêmico quanto foi a Torre Eiffel no passado
Studio Jean Nouvel
Jean-Nouvel

As torres gêmeas projetadas por Jean Nouvel

Com aquele seu característico sarcasmo, os parisienses brincam que não há governante exibicionista que não queira erigir em Paris um monumento que lhe sirva de sarcófago. Nesse item, François Mitterrand se superou. A ansiedade de imprimir à metrópole a marca da modernidade acabou liberando, entre prédios de gabarito reduzido e de escala harmoniosa, uma sequência de arranha-céus fatalmente condenados à mais acirrada controvérsia.

É o que acontece agora com as torres gêmeas projetadas por Jean Nouvel, uma de 180 metros de altura, outra de 115 metros, a serem erigidas no 13ème arrondissement, o bairro da antiga Bastilha. Vai ter 63 mil metros quadrados de escritórios, 10 mil metros de área social e um hotel. A prefeitura aprovou o projeto e as obras devem ir até 2018. O consolo para os parisienses é que Jean Nouvel costuma fazer benfeito. É dele o extraordinariamente instigante Museu do Mundo Árabe, entre Saint-Germain e o Sena. E também o Museu do Quai Branly, um espaço etnográfico de impressionante horizontalidade. 

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