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Número 865,

Economia

Tecnologia

Roteador aumentará a receita do Google

por Felipe Marra Mendonça publicado 15/09/2015 06h20
O OnHub acelera o carregamento de conteúdos e de anúncios na internet
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Diferencial do OnHub é que ele pode se adequar as necessidades de quem o utiliza

lançamento de um produto físico pelo Google sempre traz algum frisson, em grande parte porque poucas pessoas associam a marca com algo tangível. Geralmente ligam o nome à ferramenta de buscas, ao navegador Chrome e, quem sabe, ao sistema operacional Android, disponível em muitos smartphones.

A novidade do Google, mostrada também no Prazer de Ponta, é o roteador OnHub. Ele junta-se a outros produtos como o Pixel Chromebook, o Chromecast, o termostato Nest e a linha de aparelhos Nexus. Todos esses produtos foram responsáveis por perto de 1,7 bilhão de dólares em vendas no segundo trimestre de 2015, um número bem abaixo do carro-chefe da empresa, o de venda de anúncios, que gerou 16 bilhões de dólares no mesmo período. É aí que entra o novo roteador. 

A empresa sustenta que o grande diferencial do OnHub é que ele pode se adequar às necessidades de quem o utiliza, ao monitorar o uso da rede e também se adequar à demanda dos aparelhos a ele conectados. Isso quer dizer, por exemplo, que o iPad usado na sala para assistir a vídeos terá prioridade sobre o computador que ficou ligado no escritório e continuará recebendo e-mails. Claro, isso significa que qualquer conteúdo deve carregar mais rápido, permitindo ao Google mostrar mais anúncios e aumentar sua receita com esse serviço.

Em outro canto do Vale do Silício, o Facebook anunciou um novo serviço embutido no seu aplicativo de chats, o Messenger. Chamado simplesmente de M, pretende juntar-se aos rivais Siri, da Apple, Cortana, da Microsoft, e Google Now, do Google. É também um assistente munido de inteligência artificial, mas o Facebook sustenta que ele é melhor por ser constantemente supervisionado por humanos. 

“O M completa tarefas e encontra informações para você. Tem uma inteligência artificial, mas é treinado e também supervisionado por pessoas. Ao contrário de outros assistentes no mercado, o M pode realmente completar tarefas para você. Pode comprar itens, pedir a entrega de presentes para seus entes queridos, fazer reservas em restaurantes, criar itinerários de viagens e muito mais”, explicou David Marcus, vice-presidente de produtos de mensagens da empresa. Além disso, o M pode fazer perguntas para pedir mais detalhes e também manter o usuário atualizado sobre as tarefas em curso. É certamente mais barato que um assistente de verdade.