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Número 859,

Tecnologia

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A feirinha do Tiozão da Amazon

por Felipe Marra Mendonça publicado 24/07/2015 03h52
A gigante do e-commerce errou na estratégia de seu “Prime Day”
Divulgação
Amazon

A Amazon fez o Prime Day em diversos países, incluindo o Japão (foto)

A quarta-feira 15 foi um dia interessante para o comércio na internet. A Amazon aproveitou-a para lançar o seu Prime Day, em comemoração aos 20 anos de fundação da empresa, com a oferta de uma ampla gama de produtos a preços bastante reduzidos. A promessa era oferecer descontos em mais produtos e transformar a data em uma efeméride maior do que a famosa Black Friday, que acontece anualmente nos Estados Unidos após o Dia de Ação de Graças.

O problema é que a Amazon parece ter escolhidos itens variados no seu estoque sem pensar bem no que oferecer aos usuários. O fato de ofertar tantas coisas díspares ao mesmo tempo levou vários consumidores a reclamar no Twitter dos descontos em produtos talvez não tão sedutores, entre eles apontadores de lápis e argolas para suporte de cortinas de chuveiro. “É como se um tio meu que coleciona absolutamente tudo fizesse um saldão na calçada de casa, tentando arrecadar alguma coisa”, disse Scott Shiba, um dos muitos consumidores que foram à rede social comentar a respeito da oferta de produtos.

A ideia de uma grande venda de produtos a preços baixos era interessante, mas a execução falhou e isso pode gerar problemas para a Amazon. A empresa possui essencialmente dois setores que pretende alavancar e que podem gerar lucros, o Web Services (AWS) e as assinaturas Prime.

O segundo busca oferecer incentivos que geram fidelidade à marca, principalmente a isenção de cobrança de entrega rápida dos produtos adquiridos. Cerca de 35 milhões de usuários da Amazon são assinantes Prime, o que praticamente garante que façam a maioria das compras na loja sem se importar com a comparação de preços em alguma loja rival. A oferta bizarra de produtos nesse primeiro Prime Day talvez não gere tantos novos assinantes para o serviço, mostrando que a ideia precisa ser repensada.

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Depois do lançamento do Apple Music, outro serviço de streaming surge como alternativa para os interessados. Embora não seja bem um lançamento, o serviço da Microsoft, antes chamado de Xbox Music ou só Music, tornou-se o Groove Music. Com uma assinatura de 9 dólares mensais ou 99 dólares anuais, pode tornar-se uma opção interessante para quem é fiel à gigante de Redmond, tão combalida em tempos recentes.