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Número 850,

Política

Senado

Fachin em banho-maria

por Redação — publicado 16/05/2015 09h52
Apesar da aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, Renan Calheiros adia a indicação definitiva do paranaense ao Supremo Tribunal
Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros, mantém acesa a esperança de impedir a nomeação do advogado paranaense Luiz Fachin para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ou ao menos cobrar caro por ela. Apesar de a Comissão de Constituição e Justiça da Casa ter aprovado na terça-feira 12 a indicação da presidenta Dilma Rousseff por 20 votos contra 7, Calheiros adiou a votação no plenário por uma semana. Isso dá algum tempo para a mídia, de onde partiram as maiores restrições ao nome de Fachin, encontrar fatos ou produzir factoides contra ele. 

Não será fácil. Fachin saiu-se muito bem na longa sabatina da comissão do Senado. Em poucos minutos desmontou a principal linha de argumentação da oposição, o fato de ter advogado enquanto ocupava um cargo de procurador do estado do Paraná. Como ficou claro, a dupla função era permitida, baseada inclusive em uma decisão do então governador Álvaro Dias. O hoje senador tucano apoia a indicação do conterrâneo. “Rejeitar Fachin seria oportunismo eleitoral”, declarou Dias.

No restante da sabatina, cuidou de esclarecer suas posições sobre assuntos considerados polêmicos. Tentou separar o advogado ativista do juiz imparcial. Progressista, Fachin defendeu o MST e, em 2010, declarou voto em Dilma Rousseff. “Não tenho dificuldade em julgar qualquer partido político”, afirmou. “Considero-me alinhado com as pessoas que querem o progresso do
País, mas preservando interesses privados”, acrescentou em outro momento. O plenário deve analisar sua indicação na terça 19.

P.S.: Depois da nomeação de Gilmar Mendes, o mais partidário dos ministros do STF, quem pode ser questionado por suas posições?