Você está aqui: Página Inicial / Revista / Classe C, do sonho ao pesadelo / Em mostra, a coerência inabalável de Jorge Bodanzky
Número 841,

Cultura

Cinema

Em mostra, a coerência inabalável de Jorge Bodanzky

por Orlando Margarido — publicado 19/03/2015 04h31
Diretor de 'Iracema - Uma Transa Amazônica', 'Jari' e 'Terceiro Milênio' ganha retrospectiva na Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental
Iracema

Iracema, uma transa amazônica (1974), ficção no limite documental

Egresso da geração fundadora da Universidade de Brasília nos anos 60, Jorge Bodanzky mantém coerência e dedicação inabaláveis. Em parte porque se adaptou como poucos colegas à tevê e às novas mídias. Por outro lado, entregou-se a um tema recorrente. A Amazônia encanta-o desde o aprendizado como fotógrafo de cinema e jornalístico de publicações como Realidade.

É raro conhecer ou voltar a seus filmes, especialmente os documentários, um tanto menos sucessos como Iracema, Uma Transa Amazônica (1974), ficção no limite documental. Um novo esforço se dá agora na 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que homenageia o realizador na programação geral entre os dias 19 e 29.

No primeiro dia um dos mais recentes longas para cinema, No Meio do Rio, Entre as Árvores (2010), tem exibição às 19 horas no Caixa Belas Artes, seguida de debate com Bodanzky e o parceiro habitual Wolf Gauer. Além de Iracema, codirigido por Orlando Senna, a seleção inclui seis filmes, entre eles Jari e Terceiro Milênio. No primeiro, ele aproximou a equipe do polêmico projeto particular de celulose e, no outro, é protagonista. Nos anos 90, Bodanzky refez a expedição do antropólogo Claude Lévi-Strauss em Tristes Trópicos.

Serviço

4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental
Caixa Belas Artes, Reserva Cultural, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido e Cinemateca Brasileira. 
De quinta 19 a domingo 29