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Número 841,

Tecnologia

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Celular ou consultório?

por Felipe Marra Mendonça publicado 18/03/2015 05h02, última modificação 18/03/2015 05h38
Apple inclui no iPhone um aplicativo para facilitar pesquisas médicas ao permitir que usuários sejam voluntários em diferentes levantamentos
Ilustração: Milena Branco; Imagens: Petter Macdiarmid/Getty Images/AFP/Istockphoto
Saúde

Dispositivos podem registrar também sintomas de doenças

A Apple anunciou novos produtos durante um evento na Califórnia, na segunda-feira 9. O principal deles foi o novo MacBook, com algumas inovações interessantes. A placa-mãe do laptop foi reduzida em dois terços, com utilização de menos espaço dentro do chassi, o que permitiu à empresa colocar mais baterias dentro do computador. Essencialmente, o interior do MacBook tem uma placa-mãe pequena, uma nova tecnologia para o trackpad e o restante são baterias, garantia, segundo a Apple, de autonomia “para o dia inteiro”, ou até 11 horas, a depender do uso feito do laptop. Além disso, o MacBook está disponível em diferentes cores, cinza-claro, cinza-escuro e ouro. Esta última parece um contrassenso, mas com a bênção de Jony Ive certamente deverá fazer sucesso entre os consumidores da marca, que nem pensariam em comprar algum produto dourado em outras circunstâncias.

A empresa também ofereceu mais detalhes do seu relógio, o Apple Watch. A versão mais barata tem chassi de alumínio e deve custar entre 350 e 400 dólares, a depender do tamanho da tela. O nível acima, com caixa de aço inox, custa a partir de 550 dólares. Para quem realmente prefere ostentar, a versão do relógio em ouro 18 quilates deverá custar acima de 10 mil dólares, com edição limitada.

O mais importante, no entanto, ficou por conta do ResearchKit, um programa incluído no iPhone para facilitar pesquisas médicas ao permitir que qualquer usuário do telefone seja um voluntário para diferentes programas. Por meio dele, os usuários de iPhone podem optar por compartilhar seus dados com institutos e pesquisas. Num exemplo mostrado por Jeff Williams, vice-presidente de operações da Apple, usuários podem contribuir para pesquisas sobre o mal de Parkinson ao utilizar um aplicativo gratuito para medição do tremor das mãos, por meio de um teste de toques na tela. O aplicativo analisa também tremores de voz do usuário. Williams informou ainda que o ResearchKit deve “mudar a pesquisa médica de um modo realmente profundo”. Mais do que isso, o programa deverá ter seu código aberto, permitindo que outras empresas o utilizem também. É a Apple inovando sem buscar o lucro, algo louvável.