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Número 835,

Tecnologia

Software

Windows pela janela

por Felipe Marra Mendonça publicado 03/02/2015 06h10
Pressionada por concorrentes, Microsoft oferece versão 10 grátis
Nils Geylen/Flickr
Microsoft

10% do mercado é a fatia da Microsoft, que já deteve 90% do total

O dia 21 de janeiro foi especial para a Microsoft. O CEO da empresa, Satya Nadella, anunciou a decisão de distribuir gratuitamente a nova versão do sistema operacional, o Windows 10. “Hoje é um dia importante para o Windows e o que ele significa para nossos consumidores, nossos parceiros e a própria Microsoft”, disse Nadella. “A gente quer que as pessoas, mais do que necessitar do Windows, o escolham e o adorem”, continuou o executivo. “Esse é o nosso objetivo.”

É um plano ambicioso para a empresa que, há cerca de uma década, dominava o mercado com mais de 90% dos aparelhos conectados à internet rodando alguma versão do seu sistema operacional. Hoje essa participação está em torno de 10%. Os parceiros citados por Nadella olham para outras direções, preferem desenvolver aplicativos para plataformas da Apple e do Google antes de pensar em fazer uma versão para o Windows.

Fica claro, portanto, que um dos problemas que a Microsoft precisa enfrentar é a percepção da grande maioria das pessoas, sejam consumidores ou desenvolvedores, de que a empresa não é tão inovadora quanto as concorrentes. É aí que entra um novo produto da empresa, o HoloLens, mostrado em edição anterior desta coluna.

A comparação com o Google Glass é válida, mas a diferença é que o HoloLens mostra hologramas sobre o campo de visão de quem o usa, efetivamente projetando coisas no mundo real. Um exemplo mostrado pela empresa foi o de um eletricista ajudando uma cliente a fazer um conserto doméstico via Skype. Ela seguia as instruções do eletricista, que desenhava os próximos passos e a orientava, com instruções mostradas em tempo real sobre o interruptor que era objeto do conserto.

Outro exemplo foi projetar o jogo Minecraft sobre o ambiente do jogador, possibilitando montar objetos sobre a sua mesa de centro, o chão e o sofá, efetivamente tornando a casa um grande ambiente virtual. O CEO da Microsoft aposta que essa experiência pode mudar a relação das pessoas com os computadores. Em entrevista à revista Wired, Nadella comparou-a “com a primeira vez que você usou o Excel num PC com teclado e mouse”. Talvez a analogia não seja das mais entusiasmantes, mas mostra uma Microsoft revigorada para enfrentar novos desafios.

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