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Número 830,

Cultura

Exposição

Quanto mais velha fica, mais Mafalda torna-se atual

por Ana Ferraz publicado 16/12/2014 06h20
No centro de São Paulo, mostra reproduz em 13 módulos os ambientes que a personagem de Quino frequenta nas tirinhas
Divulgação
Mafalda

Mafalda não perde a atualidade

Ela tem 50 anos e nenhuma ruga, viveu durante dez anos nas páginas de jornais argentinos e ganhou o planeta com seu inconformismo expresso de maneira mordaz. A garotinha nascida e criada numa típica família de classe média que se vê perplexa diante do claudicante caminhar de uma humanidade cada vez mais belicosa e menos humana chega a São Paulo. Mafalda, a personagem criada pelo argentino Quino, em 1964, para refletir sobre o mundo envolto nas brumas das ditaduras latino-americanas, tornou-se imortal e atemporal.

A partir da terça-feira 16, a Praça das Artes, no Centro de São Paulo, recebe a exposição O Mundo de Mafalda. A mostra está dividida em 13 módulos que reproduzem os ambientes que a garota frequenta nas tirinhas. Além de desenhos originais, podem ser vistos objetos emblemáticos da personagem, como a vitrola em que ouve os discos dos Beatles. Estão lá ainda os globos terrestres e o carro dos pais da menina. Segundo o diretor-administrativo da Fundação Theatro Municipal, que traz a exposição ao País, José Luiz Herencia, como a base das reflexões de Mafalda são as confusões do mundo, “a personagem fica cada vez mais atual”.

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