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Número 826,

Cultura

Cinema

Do tamanho de Joãosinho Trinta

por Orlando Margarido — publicado 29/11/2014 09h37
No filme dirigido por Paulo Machline, a estrela é Matheus Nachtergaele, com suas medidas miúdas e a grandeza do carnavalesco
Divulgação
trinta

Matheus Nachtergaele vive Joãosinho Trinta

Trinta, em cartaz, é resultado de determinações. A primeira cabe ao próprio homenageado, expressão adequada a esta cinebiografia ficcional do carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011), que saiu do Maranhão para ser bailarino no Rio de Janeiro. Tomou outro rumo. O outro empenho deve-se ao diretor Paulo Machline, quando há mais de uma década iniciou o projeto, primeiro como documentário, agora em um recorte de vida e obra que não condiz com a figura popular de campeão da Beija-Flor, por exemplo.

Ou melhor, chega a tocá-la, uma vez que retoma a fase de seu surgimento até a ascensão no carnaval. Franzino, João Jorge Trinta desafia as convenções ao integrar o corpo de baile do Teatro Municipal. Insatisfeito, pois ofuscado, passa aos figurinos e dali para o Salgueiro como João das Alegorias. Até o triunfo em 1974, seguido por um bicampeonato, serão tempos de inocência e explosão de ânimo, em uma das poucas análises de ambivalência de caráter que fariam bem ao filme. Numa última opção determinante, a escolha de Matheus Nachtergaele, de medidas miúdas e de grandeza como foi Trinta.