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Número 825,

Tecnologia

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Alemanha, país que mais pede dados para o Facebook

por Felipe Marra Mendonça publicado 14/11/2014 05h27, última modificação 14/11/2014 09h29
O País tem cerca de 115 pedidos por milhão de usuários, um número maior do que a média de cem pedidos feitos pelos governos americano, italiano e francês
John Macdougall / AFP
Angela Merkel

Merkel, vítima da espionagem dos Estados Unidos

Há pouco mais de um ano o governo alemão repudiou com veemência a espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) dos Estados Unidos de conversas feitas pela chanceler Angela Merkel a partir de seu telefone celular. “Espionar os seus amigos, isso não se faz”, disse a própria Merkel ao saber das alegações, parte das revelações feitas por Edward Snowden, ex-analista da própria NSA.

A paranoia pela suposta atividade de espionagem dos Estados Unidos sobre as comunicações no país levou até a um aumento importante no número de vendas de máquinas de escrever, com um porta-voz da fabricante Olympia, garantindo que a empresa tenha vendido mais máquinas nos últimos 12 meses do que em qualquer outro momento das duas últimas décadas. “Certamente ultrapassaremos as 10 mil unidades vendidas”, disse Andreas Fostiropoulis.

A questão é que o governo alemão parece não ter os mesmos escrúpulos com a privacidade dos seus próprios cidadãos. Segundo dados divulgados pelo Facebook, o governo alemão é o que mais pede informações sobre usuários da rede social, com cerca de 115 pedidos por milhão de usuários, um número maior do que a média de 100 pedidos feitos pelos governos americano, italiano e francês. Só um terço deles é cumprido, segundo advogado da companhia, Chris Sondeby. “Nós analisamos todos os pedidos feitos para ver se são suficientemente embasados sob os nossos termos e sob a própria lei e devolvemos qualquer pedido que seja deficiente ou que contenha parâmetros amplos demais”, escreveu o advogado no blog da companhia. O Brasil não fez tantos pedidos quanto outros governos, mas 35% deles foram respondidos com algum tipo de informação pelo Facebook.

O metrô de Moscou inaugurou um programa interessante para quem quer se distrair de um modo diferente durante suas viagens. É uma seleção de cem clássicos da literatura russa, disponível em formato eletrônico e de forma gratuita, que pode ser baixada com um código afixado em 195 das estações moscovitas. O sistema já foi testado em mais de 700 ônibus e bondes da capital russa e foi bem-recebido pelos passageiros.

*Reportagem publicada originalmente na edição 825 de CartaCapital, com o título "De olho no perfil"

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