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Número 812,

Cultura

Teatro

Espetáculo mergulha na classe média metropolitana

por Alvaro Machado — publicado 09/08/2014 09h03, última modificação 09/08/2014 09h03
Grupo Sobrevento move-se pelos registros líricos, trágicos e cômicos em espetáculo que usa dados biográficos de atores em proposta colaborativa
Divulgação
Sala de estar

Sueli e o sofá que é quase um ser vivo

Quantas memórias se encravam nos cômodos da casa familiar? Que histórias se entranham nas paredes de uma morada após décadas de ocupação? O que poderiam contar velhos móveis? Essa é a original proposta dramatúrgica e cenográfica do Grupo Sobrevento, que se valeu ainda de dados biográficos dos atores do coletivo para rechear os seis esquetes de Sala de Estar.

Ativa há 28 anos, a companhia se notabilizou por concepções próprias e pelo esmero cenográfico. Assim, o mergulho na classe média metropolitana devorada pelas bordas começa pelo sofá estampado de onça de uma sala, descrito quase como ser vivo, no hilariante quadro interpretado por Sueli Andrade. Seguem-se outras mobílias e objetos encharcados de memórias pungentes, a revelar a fragilidade emocional dos ocupantes. No percurso, o público move-se não só fisicamente, mas entre os registros de lírico, trágico e cômico.

Sala de Estar
Luiz André Cherubini
Espaço Sobrevento, SP
Até 31 de agosto