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Número 808,

Tecnologia

Internet

O Google quer dominar

por Felipe Marra Mendonça publicado 14/07/2014 04h46, última modificação 14/07/2014 04h47
Relógios e automóveis são as novas trincheiras
Matt McGee / Flickr
Google carros

Um dos carros usado pelo Google para fotografar as ruas e produzir o Google Mapas. O Android Auto usa essa base de dados para ajudar na navegação

O Google I/O é uma conferência anual organizada pelo Google em São Francisco para reunir desenvolvedores e mostrar as principais novidades das suas plataformas Android e Chrome OS, além de quaisquer outros projetos que esteja desenvolvendo, como o Google Glass. A edição deste ano teve como principal tema a transferência das tecnologias da empresa das telas de computadores e celulares para lugares como o painel dos carros ou os pulsos das pessoas.

O lançamento de relógios inteligentes com a plataforma Android Wear parece ter sido motivado principalmente por uma possível vinda de um iWatch da Apple. A solução criada pelo Google, e encontrada por enquanto em relógios da LG, da Samsung e da Motorola, se dá por meio de um aplicativo que o usuário baixa em seu smartphone. Feito isso e realizada a conexão via Bluetooth, o relógio passa a ser uma extensão do telefone.

A tela mostra sempre a hora, o que é de se esperar de um relógio, mas é só passar o dedo na tela para surgirem outras notificações com informações como a previsão do tempo, mensagens em espera ou até mesmo uma contagem dos passos dados até aquele momento durante o dia. É também possível falar com o relógio, fazer buscas na internet com a voz ou enviar mensagens de texto sem precisar tocar no telefone. Não é exatamente uma revolução na interação com um smartphone, mas é bem melhor do que usar algo como um Google Glass.

Do lado automotivo, a plataforma Android Auto tenta fazer a mesma ponte com os carros. O usuário conecta o telefone ao painel do carro e a tela central do painel mostra as informações enviadas pelo telefone. Dessa maneira é possível usar o Google Maps para fazer a navegação ou fazer buscas pelo telefone por meio de voz, como, por exemplo, para saber se tal restaurante está ou não aberto ou pedir alguma música contida em serviços como o Spotify, o Pandora ou o Songza.

“Todos os aplicativos estão no telefone, o que quer dizer que a experiência melhora com atualizações de software ou quando o usuário compra um telefone mais novo e mais rápido”, explicou Andy Brenner, gerente da plataforma Android. Seja no pulso ou no painel do carro, o Google quer dominar a vida dos seus usuários para muito além das telas de computador.

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