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Número 803,

Cultura

Cinema

Tudo incerto

por Orlando Margarido — publicado 09/06/2014 04h48, última modificação 16/06/2014 17h01
Avanti Popolo, previsto para quinta 12, tem um fiapo de trama, embora complexa como costumam ser as relações entre pai e filho
Bravo

Reichenbach, o pai amargurado

Avanti Popolo
Michael Wahrmann

Avanti Popolo, previsto para quinta 12, tem um fiapo de trama, embora complexa como costumam ser as relações entre pai e filho. Este é homem de vida feita, ou melhor, desfeita, quando se divorcia e retorna à casa paterna. O pai, por sua vez, é um tipo desiludido, abespinhado por problemas de visão, que acha o outro um incômodo. A convivência entre ambos desgasta-se na simples tentativa de assistir tevê. Aos poucos, o filme do diretor de origem uruguaia Michael Wahrmann soma complicadores.

Houve outro irmão, desaparecido durante a ditadura, de quem se sabe por imagens em super-8. A alusão a um tempo de incertezas é reafirmada por um narrador que tenta sem sucesso tocar um disco com o hino de luta do título. Se ainda cabe a definição, trata-se de um cinema de arquétipos marginais sem soar anacrônico, na aposta inclusive em atores não profissionais, o professor de cinema André Gatti, como o filho, e o diretor Carlos Reichenbach no papel de pai, morto em 2012.

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