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Número 803,

Sociedade

Estilo

300 vezes Niemeyer

por Redação — publicado 07/06/2014 00h44, última modificação 07/06/2014 06h14
Os clássicos do arquiteto e os croquis que nunca saíram da prancheta, na mostra do Itaú Cultural que vai até julho
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Projeto (não realizado) de sede para a Companhia Energética de São Paulo

Comunista até o último fio do cabelo, Oscar Niemeyer não usava discriminar clientes de acordo com suas convicções políticas e ideológicas. Deu de presente ao PC francês o projeto de sua imponente sede parisiense ao mesmo tempo que tirava da prancheta, em 1967, o desenho do piedoso Centro Espiritual dos Dominicanos, em Sainte Baume, região do Rhône, também na França. E é o Itaú Cultural, em São Paulo, que recepciona agora, em mais de 300 obras, plantas, croquis, desenhos, filmes, fotos, a mais ambiciosa exposição sobre o Niemeyer clássico e também o Niemeyer inédito, aquele que – como no caso do complexo dominicano na França – nunca saiu do papel.

“Esta é a originalidade da mostra”, ressalta o curador Lauro Cavalcanti. Uma cidade planejada no Deserto de Negev, em Israel (1964). O Centro de Música do Rio (1968). A monumental sede da Cia. Energética de São Paulo (1979). A ampliação do Jockey Club do Rio (1973-1976). O prédio da Fundação Zumbi dos Palmares, em São Paulo (1988). As estruturas invariavelmente curvilíneas traçadas pelo talento do arquiteto em vários casos deixaram de se materializar em concreto e aço. Mas a sua memória está viva, graças ao acervo reunido nos três andares do Itaú Cultural até 27 de julho (www.itaucultural.org.br).

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