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Número 802,

Política

Relações perigosas

Moura e o PCC

por Redação — publicado 30/05/2014 12h25
O deputado estadual petista, flagrado em reunião com integrantes da facção criminosa, expõe a atual falta de critérios do partido
Divulgação / PT

O PT paulista conseguiu resolver um dos principais problemas do governador Geraldo Alckmin e dificultou ainda mais a vida do seu pré-candidato Alexandre Padilha na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Agora, antes de criticar e apontar a ineficiência dos tucanos no combate à facção Primeiro Comando da Capital, os petistas terão de explicar por qual motivo o deputado petista Luiz Moura foi flagrado em uma reunião na qual participavam integrantes do PCC.

A notícia foi dada pelo secretário de Comunicação de Alckmin, Márcio Aith, em entrevista ao programa do Datena, na TV Bandeirantes. Não foi por falta de aviso. Há algum tempo notícias sobre a proximidade de Moura com cooperativas de transporte supostamente ligadas ao PCC chegavam aos ouvidos de jornalistas.

Moura é um daqueles deputados cuja defesa é quase impossível. Condenado no passado à prisão por assalto à mão armada, saiu da pobreza absoluta, em 2005, e hoje possui postos de gasolina e participação em empresas de ônibus. Ligado à corrente PT de Luta e Massas, liderada pelos irmãos Tatto, o deputado negou as acusações e rebateu as pressões internas no partido ao afirmar que não renunciará ao mandato. Moura não é o alvo principal dos tucanos. O objetivo maior para garantir a reeleição de Alckmin é neutralizar o debate sobre o PCC e os problemas na segurança pública paulista.

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