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Número 801,

Política

Escândalo

Não sobra um

por Redação — publicado 23/05/2014 13h03
A Operação Ararath, da PF, desmonta um megaesquema que teria financiado campanhas eleitorais em Mato Grosso
Arte: CartaCapital
Arte

Blairo Maggi foi poupado. O governardo Silval Barbosa teve de pagar finança para não ser preso

A polícia federal abalou as estruturas da política mato-grossense ao realizar a quinta etapa da Operação Ararath. Com base em um pedido do procurador-geral Rodrigo Janot, a PF prendeu o deputado estadual José Riva (PSD), o ex-secretário da Fazenda Eder Moraes e cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), do conselheiro do Tribunal de Contas do estado, Sérgio Almeida, e do governador Silval Barbosa, do PMDB. Barbosa chegou a ter sua prisão decretada por possuir em casa uma arma sem registro, mas pagou fiança e foi liberado. Outro alvo da operação era o multimilionário senador Blairo Maggi.

O ministro Dias Toffoli negou, porém, o pedido de buscas na casa do empresário. Os alvos da operação são suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma instituição financeira clandestina. Além de tumultuar o cenário político no estado, a operação abriu um conflito entre delegados e procuradores federais. Nos bastidores, a PF reclamou da atuação de Janot, que pediu sigilo total durante a ação e proibiu a organização de uma coletiva de imprensa para expor dados sobre a operação.

Em nota, a associação de delegados classificou o procurador de censor-geral da República. Como resposta, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) rechaçou as acusações e informou que a decisão partiu do Supremo Tribunal Federal e não da Procuradoria da República.