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Número 796,

Cultura

Cinema

Marina, a história de Rocco Granata

por Orlando Margarido — publicado 19/04/2014 07h24
Filme de Stijn Coninx conta os infortúnios do cantor belgo-italiano
Divulgação
Marina

Rocco (Matteo Simoni), retrato do ídolo por ele mesmo

Marina
Stijn Coninx

Marina é no gênero de origem uma cinebiografia, mas no resultado uma melodramática história de superação. Nisso não reside uma tentativa de o diretor belga Stijn Coninx forçar o registro em busca de empatia para o personagem, o cantor e acordeonista belgo-italiano Rocco Granata. O que se tem é uma trajetória com todos os elementos indicados a tal perspectiva, até que o protagonista chegue ao sucesso mundial com a canção-título.

Não será tarefa fácil. Filho de um calabrês pobre (papel de Luigi Lo Cascio) que migra com a família para trabalhar nas minas de carvão da Bélgica, Rocco (Matteo Simoni) é poupado pelo pai de ter o mesmo destino. Mas isso não significa poder fazer da herança musical paterna seu ganha-pão, vida artística vista como de vagabundos. Rocco insistirá, inspirado pela bela garota belga que corteja, e o rejeita por esporte, Helena (Evelien Bosmans).

Além da peculiar produção dos irmãos Dardenne, o filme conta com o próprio apoio do Rocco real, que surge na ponta esperada. Seu relato de vida tem conquistas e infortúnios como outros, mas aqui de modo a nos soar quase inverossímil. Se é ou não, o filme nada faz para garantir, e aí sim vale questionar se estamos diante de um retrato apenas unidimensional de um ídolo visto por si.

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